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Câmeras de videomonitoramento vão mostrar praias ao vivo

Por Livia Rangel

Publicado em 30 de novembro de 2015 às 16:24
Atualizado em 30 de novembro de 2015 às 16:26

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reuniao 30-11

Durante reunião promovida com o Secretário de Estado de Turismo, empresários do setor hoteleiro e imprensa local, monitor já mostrava a Praia das Castanheiras ao vivo.

Da segurança pública para a divulgação turística. Instaladas com o objetivo de prevenir crimes e facilitar investigações policiais ou a realização de flagrantes, algumas das câmeras do sistema de videomonitoramento de Guarapari vão acumular outra função a partir desta semana: mostrar a qualidade das praias, atestando que a “lama da Samarco” não chegou ao balneário.

A iniciativa, tomada pela Prefeitura, tem o objetivo de tranquilizar turistas que estão com medo de vir à cidade depois de boatos de que todo o litoral capixaba estaria poluído pelos rejeitos da barragem de Mariana. A lama chegou à foz do Rio Doce, em Linhares, no dia 21 de novembro e já se espalhou por mais de 40 quilômetros ao norte. O município, contudo, fica bem distante de Guarapari: cerca de 140 quilômetros e na direção oposta.

As praias monitoradas serão Meaípe, Bacutia, Castanheiras, Namorados, Virtudes e Praia do Morro. O secretário municipal de Desenvolvimento, Danilo Bastos, explica que a ação não vai interferir na privacidade e operação do sistema, que conta ao todo com 80 câmeras.

“As pessoas vão apenas visualizar os links com as imagens ao vivo da câmera habilitada naquele momento; elas não terão acesso ao sistema. Todo o controle do que pode ou não ser visto será feito pela Central e a ideia é de que a cada dia uma praia diferente seja disponibilizada”.

Caso seja flagrado algum delito no local filmado, o secretário explica que o link será retirado do ar. “Em alguns momentos a câmera também estará virada para a rua, não para a praia, e essas imagens não serão divulgadas”, destaca.

Desde a última quarta-feira (25), a administração também tem divulgado fotos das praias diariamente no seu site oficial e fanpage do Facebook. Segundo a secretária de Comunicação, Andrea Monteiro, a estratégia tem surtido efeito. “Nosso alcance no Facebook já aumentou de 14 mil para 45 mil visualizações depois que começamos a postar as fotos”.

Donos de pousadas registram cancelamento de reservas

As informações foram passadas à imprensa local durante uma reunião com o Secretário de Estado de Turismo, José Sales Filho, realizada na manhã desta segunda (30) na Central de Videomonitoramento. Segundo ele, já está sendo preparado um hotsite e campanha nas redes sociais para alavancar o turismo nas áreas não atingidas pela lama.

“Até o momento não existe nenhuma evidência de que a lama vai chegar a Guarapari e ao litoral Sul, mas também não temos certeza de que não irá, ainda não existe nenhum estudo neste sentido que nos permita afirmar. Temos que trabalhar com a informação concreta dia após dia. Quanto mais especular, pior”, sentenciou.

Donos de hotéis e pousadas de Guarapari também estavam presentes e pediram mais empenho do órgão estadual na divulgação turística. Segundo eles, um grande número de hóspedes está cancelando reservas devido aos boatos da lama.

O proprietário da Guarapousada, Gustavo Guimarães, afirmou que são de dois a três pedidos de suspensão de reserva por dia no seu estabelecimento. “Em 30 anos trabalhando no setor, estou vivendo um fato inédito: a praticamente um mês do Reveillon estamos com 12 apartamentos vagos. Isso nunca aconteceu. A preocupação é muito grande”, revela.

A proprietária da Pousada Elxadai, Adriana Pereira, cobrou uma divulgação sistemática, em mídia nacional, de que as praias do litoral Sul estão limpas e prontas para receber turistas no verão. “Outros estados como o Rio e Bahia conseguem contornar a situação, tendo abertura nesses veículos. Por que o governo não pode nos ajudar?”, questionou.

Já o empresário Fernando Otávio Campos da Silva, que além de presidente do Sindicig, possui uma pousada na Praia do Morro, não descarta um processo futura contra a Samarco pelos possíveis prejuízos durante o verão. “Precisamos que a Samarco inclua a nossa situação no plano que ela está realizando em outras cidades, porque esse é um impacto indireto. Antes, estamos procurando o diálogo, mas se ela não nos ajudar, poderemos sim entrar com uma ação indenizatória depois do verão”, afirmou.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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