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Candidatos a adoção de Guarapari, Anchieta e Alfredo Chaves participam do curso de preparação e orientação em Piúma

Por Aline Couto

Publicado em 4 de junho de 2018 às 17:31

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A formação é obrigatória para as pessoas que desejam adotar e ajuizaram ação nas comarcas abrangidas, sendo um pré-requisito para a inscrição no Cadastro Nacional de Adoção e o Sistema de Informação e Gerência da Adoção e do Acolhimento (CNA/SIGA).

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Nessa terça-feira (05) e quarta-feira (06), acontece o curso de preparação e orientação para adoção. A ação é voltada para os pretendentes que entraram com ação judicial de habilitação para adoção nas Comarcas de Guarapari, Anchieta, Alfredo Chaves, Piúma, Iconha, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy. A preparação é realizada pelo Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo, por meio da Central de Apoio Multidisciplinar (CAM/Guarapari), em parceria com a equipe interprofissional da Vara Especializada da Comarca. O curso também conta com o apoio da rede municipal de proteção à criança e ao adolescente, através da Secretaria Municipal de Assistência Social de Piúma.

Imagem Adoção ABRE 1

O curso é obrigatório para seguir com o processo de adoção. Foto: Divulgação.

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Assistentes sociais e psicólogos das equipes do Judiciário, técnicos que trabalham com acolhimento institucional na Comarca de Piúma e membro do Grupo de Apoio à Adoção “Gerando Com Coração”, de Guarapari, também contribuem para a realização da preparação. A comerciante Virgínia Silva, 39, participante do grupo de apoio de Guarapari e mãe de coração, contou que o curso é obrigatório para todos que tiveram suas documentações aceitas nas Comarcas citadas. “Após a apresentação dos documentos no fórum da cidade, o próximo passo são essas palestras informativas, obrigatórias, sobre o processo de adoção. São falas de cunho jurídico, social, psicológico e de pessoas que passaram pelo processo de adoção”, relatou.

Virgínia acrescentou que o passo seguinte após as palestras é uma entrevista com assistente social e psicóloga para depois escolher o perfil desejado e assim entrar para o cadastro da fila de adoção. “É necessário seguir todos os trâmites para que o processo corra dentro da lei, e com isso ocorra uma adoção legal e para sempre”, ressaltou.

A programação do curso terá temas como: direito à convivência familiar e comunitária, o papel do afeto no desenvolvimento da criança e do adolescente, acolhimento institucional, Sistema de Informação e Gerência da Adoção e do Acolhimento (SIGA) e Cadastro Nacional de Adoção (CNA), destituição do poder familiar, habilitação para adoção, estágio de convivência e responsabilidade parental, entre outros.

Adoção no Brasil

Foto: Divulgação.

Durante o evento, os participantes também serão convidados a refletir sobre a adoção tardia. Um dos palestrantes a respeito desse assunto é o parceiro de Virgínia no “Gerando com Coração”, o sociólogo Antônio Santo que escolheu pela adoção tardia. “Eu e minha esposa Camila optamos pela adoção e temos 4 filhos, todos irmãos, entre 12 e 19 anos. Vamos dar nosso depoimento sobre o processo de adaptação e os desafios da convivência e mostrar de forma aberta e real que a dificuldade é grande pelas crianças já virem com uma bagagem própria, mas que é possível a adoção tardia”, pontuou Antônio falando que a família enfrenta outras batalhas diárias, são casal inter racial e tem filhos negros e especiais.

O psicólogo da Central de Apoio Multidisciplinar da 7ª Zona Judiciária, Victor Hugo da Silva, explica que o tempo de espera para a adoção depende do perfil pretendido pelo próprio habilitado. Isso porque, das 130 crianças e adolescentes aptos para adoção no Espírito Santo no momento, 73% têm mais de 12 anos e apenas 14 crianças têm até 06 anos de idade. “Por isso, é importante refletir sobre as crianças que efetivamente se encontram disponíveis para a adoção e adoções preteridas, como a adoção inter-racial, adoção tardia, de crianças com deficiências físicas ou mentais. A preferência clássica por bebês, ou crianças da cor/raça do próprio habilitando acaba gerando um descompasso entre o número de pretendentes à adoção e a realidade das crianças disponíveis nas instituições de acolhimento”, concluiu o psicólogo.

Em tempo

O primeiro passo para a adoção é solicitar a inscrição no juizado da cidade onde mora, para habilitação. Depois, o candidato deve apresentar a documentação solicitada, aguardar ser intimado para a participação no curso, se submeter à avaliação psicossocial e aguardar o deferimento ou indeferimento pela autoridade judiciária. Após a sentença judicial que determina a inclusão no cadastro, o pretendente deverá esperar a oportunidade de conhecer uma criança ou adolescente com o perfil desejado.

Com informações: Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo

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