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Caranguejo-uçá retorna ao manguezal de Guarapari

Por Aline Couto

Publicado em 29 de março de 2019 às 10:35
Atualizado em 29 de março de 2019 às 10:53
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O último registro oficial de visualização da espécie no local foi há cerca de 30 anos

De acordo com informações do agente de desenvolvimento ambiental e recursos hídricos do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), que também é gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Concha D’ostra, Georges Mitrogiannis Costa, os caranguejos-uçá estão de volta ao manguezal localizado numa área conhecida como “Parque Linear”, entre os bairros Kubitschek e Concha D’Ostra, em Guarapari.

Foto: Reprodução.

Ainda segundo as informações de Georges, depois de um longo período, em torno de 30 anos, o repovoamento do manguezal vem sendo feito por caranguejos-uçá, conhecido por sua coloração azulada, arroxeada ou avermelhada, juvenis e isso significa que esses indivíduos estão voltando ao local mesmo após o evento reprodutivo. Esse processo é lento, mas serve como um sinal de resposta da natureza para a recuperação da área.

Segundo Mitrogiannis, o Iema, em parceria com a Prefeitura de Guarapari, realizou ações de intervenção para evitar a degradação do manguezal. Entre elas, o aumento da fiscalização tanto das empresas poluidoras da região, quanto do lançamento de esgoto in natura no manguezal. A própria construção do Parque Linear colaborou para frear a degradação.

“Percebemos, até por relatos dos próprios moradores, que há 30 anos não ocorria a andada do caranguejo naquele manguezal e, neste ano, presenciamos uma andada muito grande, principalmente de indivíduos juvenis”, comentou Georges Mitrogiannis.

A andada ocorreu no começo de fevereiro deste ano e os técnicos do Iema ficaram surpreendidos com a rapidez com que o manguezal se regenerou devido às intervenções realizadas.

Defeso

O último defeso da andada do caranguejo-uçá deste ano será de 7 a 14 de abril. De acordo com a Portaria 034-R de 26 dezembro de 2018, fica proibida a captura, manutenção em cativeiro, transporte, beneficiamento, industrialização, armazenamento e comercialização do caranguejo-uçá, bem como de suas partes isoladas. A proibição visa à preservação e a reprodução da espécie, assim como a recomposição da fauna, evitando o desequilíbrio do ecossistema.

*Com informações: es.gov.br

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