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Cartão de crédito é vilão segundo Guaraparienses

Por Gabriely Santana

Publicado em 11 de junho de 2015 às 13:10
Atualizado em 11 de junho de 2015 às 13:15

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3266695_x240Quase a metade das pessoas que estão inadimplentes admite que a dívida poderia ter sido evitada. É o que apontou uma pesquisa feita pela Federação do Comércio de Cens e Serviços do Espírito Santo (Fecomércio-ES).

E o cartão de crédito ainda é o maior vilão para o controle dos gastos. É o terror dos inadimplentes. Os juros são tão altos que a dívida vira uma bola de neve, e, em pouco tempo, o nome do devedor vai parar nos Serviços de Proteção ao Crédito.

De acordo com o levantamento de maio, 74,7% dos consumidores endividados admitem que o débito é fruto de despesas no cartão. De aliado, o cartão de crédito de Sônia Peres Vieira virou um grande vilão. Ela deixou de pagar uma fatura. Em pouco tempo, devia duas vezes o limite que tinha no cartão.

“A fatura não chegou em casa e eu também não procurei saber verificar o que tava acontecendo. E veio uma intimação para mim dizendo que o meu nome estava sujo quando fui abrir uma conta em outro banco. O cartão de crédito é um perigo, a gente vai gastando e nem se dá conta”, conta Sônia Peres, empregada doméstica.

Dívidas com o cartão de crédito, como a de Sônia, são as que mais levam os brasileiros a ficarem com nome sujo na praça. Depois, vêm os financiamentos bancários.

É o que aponta uma pesquisa sobre o perfil do devedor no país feita pelo serviço de proteção ao crédito. Estar empregado, pagar aluguel, ter o ensino médio e pertencer à classe C são algumas das características do consumidor inadimplente. 47 % dos devedores estão concentrados na nova classe média brasileira.

“A dica para essas pessoas é realmente usar todos os recursos disponíveis para planejar melhor o seu orçamento domestico e lidar melhor com o crédito”, alerta José Lino Sepulcri, presidente da Fecomércio-ES.

O acesso ao crédito sem muita burocracia é um fato recente para muitos brasileiros. E aí está o problema. Quase metade dos inadimplentes disse que a dívida poderia ter sido evitada.

Uma pesquisa feita pelo Folha da Cidade comprovou que em Guarapari, a maioria afirmou que deveria ter controlado os impulsos e resistido mais na hora da compra, admitiram que estão endividados porque gastaram mais do que recebem.

Os juros do cartão são de, em média, 10% ao mês. Mas, em alguns casos, chegam a 15% ao mês. Por isso, a dica é evitar o parcelamento do valor da fatura, e reduzir o limite do cartão quando ele for maior do que seu salário.

Como sair das dívidas?

Grande parte das pessoas está indo rumo ao Abismo Financeiro, mas nem tudo está perdido. Ainda existem formas para que as pessoas se organizem e inclusive, negociem suas dívidas. É o que diz o Presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Guarapari, Carlos Hoffmann Pádua. “Se a pessoa tem um dívida pequena de até mil reais, o ideal é que se tente pagar 70% do valor e na próxima fatura pagar um pouco antes da data de vencimento. Já se o valor for alto, o indicado é que se procure a empresa de cartão de crédito para negociar os valores e automaticamente bloquear o cartão para novas compras”.

Alguns passos também podem ajudar para que você pare de se endividar e consiga planejar os gastos.

1. Reunir as contas
Pode parecer difícil (e até doloroso) juntar todas as faturas e boletos sobre a mesa, com lápis papel e calculadora na mão. Mas esse é o primeiro passo para a solução das dívidas. Faça uma planilha com a fonte de cada dívida e o valor correspondente. É a partir dessa análise detalhada que os próximos passos serão traçados.

2. Adotar a ordem de prioridade
Outra dica é começar pelas dívidas que têm os juros mais altos, como a do cartão de crédito, uma das maiores “dores de cabeça” de quem está devendo. Após esse planejamento, a quitação das dívidas deve continuar por ordem de prioridade, das que mais comprometem o orçamento e o estilo de vida para as mais simples.

3. Negociar com os credores
Quando a dívida é muito maior do que a renda líquida, a saída é entrar em contato com a instituição credora e propor uma negociação. O ideal é apresentar quanto se pode pagar por mês e negociar o parcelamento da dívida. Não adianta sair de lá com uma proposta que você não poderá assumir. Há casos em que vale mais a pena optar por um empréstimo com juros menores, em uma instituição segura, para quitar à vista uma dívida com juros muito altos. Só não vale, pedir dinheiro emprestado para contrair mais despesas.

4. Fugir das armadilhas
Muita gente com crédito comprometido na praça vê nas financeiras que dizem não consultar o SPC e a Serasa uma oportunidade de conseguir um empréstimo sem dificuldades. Esse comportamento só atrapalha o processo de solução das dívidas e gera a ilusão do dinheiro fácil. Lembre-se: as contas não desaparecem!

5. Planejar os gastos
Com as finanças em dia, as dívidas ficam no passado e o bolso agradece. Planejar os gastos futuros, economizar e não confundir o crédito que o banco oferece com a renda real do mês são a saída para evitar que os mesmos erros se repitam. Anote todos os gastos do dia, por exemplo. Com isso você fica sabendo com o que o dinheiro vai embora e não gasta além do que tem.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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