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Casal que morava nas ruas de Guarapari dá volta por cima e hoje tem um lar

Sabrina e Ronaldo moravam nas ruas e eram usuários de drogas e álcool

Por Aline Couto

Publicado em 28 de julho de 2020 às 10:22
Atualizado em 29 de julho de 2020 às 16:21
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Ronaldo, Sabrina e o filho Elias. Fotos: Caiê Hofstatter.

Sabrina da Conceição dos Santos de 30 anos e Ronaldo da Silva Rodrigues, 37, ex-moradores das ruas da Praia do Morro em Guarapari, hoje tem muito o que comemorar. Limpos das drogas e do alcoolismo, o casal tem um bebê de dois meses, Elias, mora em um apartamento de aluguel e Ronaldo está trabalhando como ajudante de pedreiro.

O momento é de celebração e gratidão, mas eles passaram por muitos problemas e dificuldades para conseguirem a virada positiva na vida. Nesse processo, contaram com a ajuda de muitas pessoas. Entre elas o empresário de Guarapari, Caiê Hofstatter.

Drogas

Juntos há cerca de 17 anos, o casal veio junto para Guarapari após Sabrina passar por violências e decidir sair de casa em Vila Velha. “Eu fui abusada e minha mãe me abandonou”. Logo depois ela se tornou usuária de drogas e Ronaldo abusava do álcool para aguentarem a situação nas ruas.

Hoje eles cuidam do filho Elias de apenas dois meses, mas enquanto eram moradores em situação de rua tiveram outros 12 filhos. “Foram 13 gestações. A maioria foi para a adoção e dois estão com parentes”, contou Sabrina.

Foi a última gravidez e a ajuda do empresário Caiê que fizeram o casal decidir mudar de vida.

Ajuda

Proprietário de uma pousada na Praia do Morro, Caiê Hofstatter conhece os ex-moradores de rua desde 2014. “Eles ficavam perto da minha casa e trabalho. Ajudava como podia. Sempre chamava Ronaldo para limpar o terreno da pousada. Quando estava reformando o muro daqui, comentei com os pedreiros sobre o trabalho dele. Eles avisaram que estavam contratando para as obras da Avenida Paris. Ronaldo foi cedinho no dia seguinte, contrataram ele e não parou mais de trabalhar”.

Empresário Caiê Hofstatter.

No início do ano, o empresário relatou que apareceram policiais, assistente social, promotora, entre outras autoridades, querendo levar de forma compulsória a Sabrina para ser internada em uma clínica, por ela ser usuária de drogas e estar grávida. “Foi uma confusão, ela correu para dentro da pousada me pedindo ajuda. Falei para ela se acalmar e a convenci a ir. Acompanhei ela até a clínica em Vila Velha”.

Segundo Caiê, após a internação de Sabrina o marido foi guardando todo o dinheiro que ganhava para alugar um apartamento para quando a esposa e o filho retornassem. “Ele é trabalhador e honesto. Ganhava em torno de R$65 por dia e deixava tudo comigo para guardar. Largou as bebidas e batalhou pela família”.

Nova vida

Agora a família está junta novamente, Sabrina há seis meses sem drogas, está recebendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico, e o bebê saudável. Eles moram em uma quitinete e Ronaldo segue trabalhando.

“Eu agradeço todos os dias as bençãos que Deus tem colocado na minha vida. Só peço que ele siga iluminando nossos caminhos e assim que possível irei apresentar meu filho na igreja”, relatou Sabrina.

Sobre os desejos daqui para frente, o casal sonha com uma casa própria e que ambos consigam um emprego com carteira assinada. “Vamos seguir em frente e nunca desistir. Assim como Ronaldo fez comigo, nunca me abandonou apesar de tudo. Eu o amo demais”.

Para Caiê ter feito parte desta história foi muito gratificante. “Fico feliz em fazer parte dessa história vencedora. Não é fácil viver nas ruas, são desacreditados por todos. A conquista deles já serviu de exemplo para outros moradores de rua que conheço. Mas isso tem que ser maior, precisamos de mais apoio e de um abrigo com uma estrutura melhor na cidade”, enfatizou.

Caiê (esquerda) e a esposa, Hildete Coelho de Souza, abraçam Sabrina e Ronaldo durante uma visita.

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