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Casos de gastroenterite aumentam durante verão em Guarapari

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 10 de janeiro de 2020 às 08:32
Atualizado em 10 de janeiro de 2020 às 10:45
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Segundo pediatra, praias cheias e ingestão de alimentos de procedência desconhecida podem aumentar as chances de contágio

O número de casos de gastroenterite registrados pela instituição saltaram de 157, em novembro de 2019, para 838, em dezembro do mesmo ano. Foto: Arquivo/Folha

O Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) registrou, em dezembro de 2019, 838 casos de gastroenterite. Em novembro do mesmo ano, foram registrados 157 casos. Segundo a pediatra Dra. Aline Rodrigues, especialista em emergências pediátricas e coordenadora do Pronto Socorro da instituição, o aumento se deve ao fato de que, no verão, muitas pessoas compartilham o mesmo ambiente, portanto, estão mais expostas à contaminação.

A especialista explica que a gastroenterite é uma infecção do trato gastrointestinal, que vai do estômago até o intestino. Essa infecção pode apresentar vários sintomas, sendo os principais: vômito, diarreia, dor abdominal e febre. De acordo com a pediatra, mais de 90% dos casos da doença são do tipo viral e o contágio se dá de pessoa para pessoa. Assim, a maneira mais eficaz de se prevenir é por meio da higiene. “A contaminação ocorre através das fezes contaminadas e saliva, então é fundamental lavar bem as mãos após usar o banheiro, não compartilhar utensílios domésticos, como copos e talheres, e higienizar as mãos com álcool gel sempre que possível”, orienta.

No período do verão, o cuidado deve ser redobrado. Afinal, em ambientes com muitas pessoas reunidas, a chance da contaminação ser mais rápida é maior. Isso porque, em uma praia cheia, uma pessoa doente expõe ao contágio todos ao seu redor. “Se tiver uma pessoa na praia com gastroenterite e ela vomitar ou fizer cocô e se limpar na água do mar, essa água está contaminada e todos ao redor estão expostos a essa contaminação”, alerta Aline.

Dra. Aline Rodrigues: A doença é mais perigosa para as crianças

Além disso, no período do verão, há ainda a gastroenterite adquirida por ingestão de alimentos contaminados. Para evitar esses casos, a médica salienta a importância de conhecer a procedência dos produtos consumidos. “É orientado beber apenas água mineral ou filtrada e consumir alimentos de procedência conhecida e armazenados de maneira adequada. Não consuma, por exemplo, alimentos expostos ao sol”.

Tratamento

Segundo a Dra. Aline Rodrigues, a gravidade da doença pode variar de acordo com o grau de desidratação em que a pessoa se encontra. “Pode ser que seja um quadro bem leve, apenas com dor abdominal e alguns episódios de diarreia e vômito, ou aqueles de desidratação mais grave, que podem precisar de internação hospitalar”. Os casos graves podem apresentar complicações como choque hipovolêmico e insuficiência renal, mas são menos frequentes.

Para os casos mais brandos, a especialista orienta a ingestão de líquidos para hidratação, tais como água, água de coco, suco natural e soro caseiro. No entanto, se a hidratação não for o bastante, é preciso buscar atendimento médico.

Crianças

A pediatra alerta que, embora a gastroenterite incida em todas as faixas etárias, o risco é maior para as crianças, pela facilidade de desidratação. “Às vezes a criança passou o dia todo brincando no sol, não tomou nenhum líquido e um ou dois vômitos é o suficiente para desidratar a criança e ter que leva-la ao hospital”. Então, é preciso redobrar os cuidados relacionados à higiene e hidratação com os pequenos.

Texto: Nicolly Credi-Dio 

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