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“Celulares só são roubados porque tem gente que compra depois”

Por Redacão Folha Vitória

Publicado em 26 de setembro de 2017 às 12:43
Atualizado em 26 de setembro de 2017 às 12:43
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A Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) de Guarapari convocou lojista de Guarapari na manhã desta terça-feira (26) para explicar os riscos e punições para quem compra celulares roubados. Na ocasião também foram apresentados os resultados de uma operação que desarticulou um grupo que desbloqueava aparelhos que usam o sistema operacional Android.

Cerca de 20 comerciantes da cidade compareceram no encontro e ouviram do titular da Depatri, Marcos Nery, uma palestra sobre como evitarem a responsabilização criminal ao comprarem ou até mesmo consertarem celulares de origens duvidosas.

O delegado explicou que só há roubo de celulares, porque tem quem compre. Essas pessoas também são responsabilizadas criminalmente.

“A primeira coisa, é a mais obvia. Se alguém aparece vendendo um celular por R$ 500 e este aparelho custa R$ 2 mil, algo está errado. Em qualquer tipo de negociação, é importante que o comerciante pegue os dados da pessoa que está vendendo o aparelho, como identidade, CPF, endereço e outras informações que ajudem na identificação deste indivíduo caso venha se descobrir posteriormente que o aparelho é roubado”, explicou o delegado.

E continuou: “Um lojista ou técnico em informática que pega um celular de origem ilícita para consertar ou revender ele comete o crime de receptação qualificada, em que a pena é de três a quatro anos de reclusão. Já uma pessoa que compra um aparelho sabendo que é roubado responde pelo crime de receptação dolosa, cuja pena é de um a quatro anos de reclusão”.

Nery contou que a inciativa da palestra com os comerciantes partiu depois que um grupo de pessoas foi detido com um “laboratório” com equipamentos usados para desbloquear aparelhos celulares roubados. “As investigações duraram 45 dias e com os indivíduos nós apreendemos diversos aparelhos roubados, chips e um dispositivo chamado de Box, que era usado para quebrar o bloqueio dos celulares”.

O delegado explicou que comprar um celular roubado muitas vezes é algo que a população faz sem pensar nas consequências, mas ele alerta: “Não adianta querer cobrar da polícia se o cidadão não fizer a parte dele. Só existem os crimes de furto, roubo e latrocínio porque tem quem compra os produtos roubados. Os criminosos roubam um celular em uma esquina e vendem logo na frente em uma padaria ou um bar. Esta pessoa que comprou, além de estar beneficiando o criminoso, passa a cometer o crime também”, finalizou Nery.

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