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Colecionador de medalhas: Conheça a curta, mas já vitoriosa carreira do guarapariense Breno Braga

Por Aline Couto

Publicado em 15 de dezembro de 2019 às 09:00
Atualizado em 11 de dezembro de 2019 às 11:37
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Em entrevista concedida ao Folha da Cidade, a mãe do paratleta, Patrícia Braga, falou sobre a trajetória de vida do filho, que também contou os próximos desafios e desejos

Breno e a mãe Patrícia. O nadador foi convocado para o Projeto Camping Escolar Paralímpico por se um dos destaques nas Paralimpíadas Escolares 2019. Foto: Arquivo Pessoal.

O atleta de Guarapari Breno Braga da Costa, 14 anos, começou a nadar há dois anos e já coleciona medalhas, são 12 no total. Mas para o nadador, que iniciou as competições nas piscinas após a descoberta de uma doença, ainda é só o começo. Breno tem o sonho de disputar o mundial, participar dos Jogos Paralímpicos e atingir 100 medalhas conquistadas.

Conheça um pouco da história do ‘shark boy’ (menino tubarão), apelido conquistado durante as competições.

Quando foi à descoberta do diagnóstico? 

Mãe – Patrícia Braga: Descobrimos o problema de visão do Breno em julho de 2014. Ele foi diagnosticado com a Doença de Stargardt, que é sem cura e acomete os olhos, mais especificamente a retina, provocando a chamada baixa visão. Hoje ele tem 5% de visão no olho direito e 10% no olho esquerdo.

Como isso afetou a família?

Mãe – Patrícia Braga: Ficamos todos abalados, mas com o tempo fomos nos acostumando e fazendo as adaptações necessárias, como colocar uma cadeira próxima a TV e aumentar o monitor do computador. Mas de uma forma geral, levamos uma vida normal. Ele não considera que tenha muita limitação, o que ajuda demais.

Foi difícil a adaptação na escola?

Mãe – Patrícia Braga: Estamos bem auxiliados, mas tem situações complicadas. Foi preciso contratar professores de reforço para ajudar em casa porque ele não enxerga bem as explicações no quadro da escola. Mas, recentemente, passou a usar um monóculo, um tipo de lente corretiva utilizada para corrigir a visão em apenas um olho, e óculos para perto, 16 graus, que ainda está em adaptação.

Como ingressou no esporte?

Mãe – Patrícia Braga: Fomos encaminhados para fazer um curso de mobilidade no Instituto Luiz Braile, em Vitória, e lá descobrimos que havia esportes para deficientes. Nos interessamos pela natação e entrei em contato com o responsável, o técnico Leonardo Miglinas, da Associação Capixaba Paralímpica de Desporto – ACPD Esportes. Breno fez o teste em julho de 2017 e foi muito bem. Em novembro do mesmo ano, ele participou pela primeira vez de um campeonato, as Paralimpíadas Escolares, e conquistou três medalhas de ouro. De lá pra cá, não parou mais.

Agora, Breno, já foram quantas competições?

Breno: Ao todo, sete. Como sou novo, ainda tem poucas competições paralímpicas para minha idade. Nas Paralimpíadas Escolares 2019, onde conquistei quatro ouros, meu nome foi indicado pelos membros da seleção brasileira como um dos atletas que mais se destacaram na competição por ter conseguido três recordes nas quatro provas que nadei. Por isso fui convocado para o Projeto Camping Escolar Paralímpico, que tem a primeira etapa realizada entre janeiro e fevereiro do ano que vem.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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