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Coletiva Edson: prefeito eleito fala sobre rodoviária, rotativo, casas de aluguel e HFA

Por Glenda Machado

Publicado em 16 de dezembro de 2016 às 18:53
Atualizado em 16 de dezembro de 2016 às 18:55

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Rodoviária, casas de aluguel, música ao vivo em quiosque, rotativo, polo industrial e HFA. Esses foram apenas alguns dos assuntos que rolaram na primeira coletiva de imprensa do prefeito eleito Edson Magalhães. Ele, que já anunciou o seu novo secretariado na última quarta, será diplomado segunda-feira, dia 19/12.

Houve um mal estar em relação à folha de pagamento da prefeitura que saiu do Banestes, um banco do Estado. Qual a sua posição em relação a isso?

Vamos fazer um trabalho com o Governo do Estado, estamos tratando de bancos estatais e a Caixa é um banco estatal, banco do governo não é privado. Se o Banestes tiver o interesse em voltar e se o Governo do Estado quiser pagar o valor que a prefeitura vendeu e se a Caixa estiver de acordo vamos fazer esse trabalho para que a folha volte ao Banestes.

O que vai fazer para enfrentar essa crise financeira, como fazer para ter uma arrecadação melhor? E o trânsito: como vai melhorar?

A ideia é transformar a Ewerson de Abreu Sodré mão única até o Extra. E a Jones dos Santos Neves, do Posto Esplanada até a ponte, também mão única. Tendo um fluxo melhor de carros e evitando acidentes. Essa mudança do trânsito de ter mão única ajuda o comércio. As pessoas, às vezes, pensam pequeno. Tem que pensar grande, temos uma coisa importante em Muquiçaba, são diversas quadras de fácil contorno, o comércio pode ganhar com isso.

Qual a sua visão sobre o rotativo que não paga o município?

O rotativo sem dúvida é um ganho para a cidade. Cachoeiro de Itapemirim tem 200 mil habitantes e 1.500 vagas. É impossível imaginar Guarapari com 120 mil habitantes e 5 mil vagas. O rotativo tem que ser analisado assim que chegarmos à prefeitura. Não vamos fazer nada antes do carnaval, não vai ter mudança no período de verão. Mas será concebido um novo rotativo com parquímetro. Antigamente, as pessoas deixavam de ir para o Centro, porque não tinha vaga. Vamos aprimorar, mas não posso aceitar que entre dentro dos bairros, prejudicando moradores e comerciantes. Sei também, já fizemos levantamento, que o rotativo não colocou um centavo na prefeitura. Colocam pessoas de forma primitiva para arrecadar, quero mulheres com roupa de gala para orientar e multar, porque nós vamos multar, é arrecadação para o município.

O senhor disse que vai fazer o Hospital e Maternidade Cidade Saúde. Mas hoje, Guarapari tem um convênio com o HFA. O senhor vai manter esse convênio?

Foi um discurso errôneo durante a campanha política, de forma difamatória e mentirosa por alguns candidatos à prefeitura. As pessoas, primeiro, têm que entender o que é o HIFA (HFA), o que é hoje e o que tínhamos antes. Antes, tínhamos uma maternidade no hospital São Judas Tadeu bancado pelo Governo do Estado e Governo Federal sem a participação do município. Nós tratávamos só da atenção básica. Essa é a responsabilidade do município. Nós fizemos a UPA e depois ampliamos. Dentro do trabalho de verificação, percebemos que tínhamos que fazer uma unidade de atendimento infantil de 0 a 13 anos, porque lá chegavam pessoas acidentadas, baleadas, e crianças vivendo naquele ambiente terrível. Achei melhor fazer uma unidade de atendimento infantil de primeiro mundo e a única do Brasil. Nós fizemos concursos e capacitamos todos os profissionais com custo mensal de R$ 490 mil. O que o Governo do Estado fez? De forma covarde, o ex-governador Renato Casagrande para tirar proveito político, pede para fechar todas as maternidades do Sul do Estado e coloca essas maternidades dentro de Guarapari numa unidade de atendimento infantil que destruíram depois de um ano de construída. E aí o prefeito entra em um convênio com o Governo do Estado e gasta R$ 6 milhões por ano para manter o HIFA (HFA), para fazer saúde pública para o Estado com o nosso dinheiro que não é nossa responsabilidade. Nunca falei que ia fechar o HIFA (HFA), eu vou fechar o HIFA (HFA), vou acabar com o HIFA (HFA) na hora que o novo hospital materno infantil estiver pronto. Que eles procurem o Governo do Estado, que vão fazer gestão, não estou nem aí, mas a nossa unidade infantil vai voltar para atender os pobres. Média e alta complexidade é responsabilidade do Governo do Estado segundo regulação do SUS.

O senhor poderia adiantar o que vai fazer em relação à rodoviária? Porque os usuários estão em dúvida se no dia 1º de janeiro vai continuar como está ou se vai voltar o embarque e desembarque exclusivo na rodoviária?

Tive conversa com o DER-ES e ele pode fazer a demarcação dos quatro pontos na região Sul e Norte. A rodoviária não é um péssimo negócio, o empresário da rodoviária está passando para a sociedade o que não é verdadeiro. A arrecadação nas linhas intermunicipais em alguns momentos tem, mas no contexto interestadual tem receita de mais de R$ 30 mil por mês. Ele fez o rodoshopping é um projeto que ele mudou, eu disse para não fazer, o conceito da rodoviária não é aquele. O usuário vai pagar R$ 5 para ir e voltar? Errado. O usuário não tem que pagar, porque não pode embutir na passagem R$ 0,80? Todo mundo aceita. Eles têm posto de gasolina agregado, o melhor posto da cidade, vendem mais de 100 mil litros de gasolina por mês. Também tem o MC Donalds. Mas o tempo dirá toda a verdade.

Tentaram regularizar as casas de aluguel, o que o senhor vai fazer a respeito?

Na campanha me perguntaram se eu ia fechar as casas de aluguel? Claro que não. Para os excessos, sim, lógico que terá regulamentação com fiscalização. É desumano uma casa com 50 pessoas com um banheiro. Não é digno. Mas se você pega o histórico da cidade e vê aqueles moradores antigos de Muquiçaba com suas casinhas, para que vou mexer com isso? Temos que acabar é com os ônibus de turismo entrando dentro da cidade. Temos área do município na rodoviária, temos que preparar o pátio e todos pararem ali e autorizar as vans escolares e de turismo para fazer o transporte de 20 de dezembro a fevereiro. Assim todo mundo ganha dinheiro, dinheiro tem que circular, o mundo é uma roda gigante.

Os vereadores estão querendo aprovar uma lei que libera música ao vivo nos quiosques. Qual sua posição sobre isso?

A Câmara não pode aprovar a lei, porque foi feito um Termo de Ajustamento de Conduta, um TAC, com a Gerência de Patrimônio da União. É sério, não pode sair aprovando lei assim. E outra, eu digo, que fizemos muito para qualificar a Praia do Morro. Quem tem que ganhar dinheiro com música ao vivo à noite são os bares e casas noturnas. O quiosque já ganha demais durante o dia, temos que saber distribuir renda nesse país. E não era música ao vivo, era muita droga ao vivo.

O senhor pretende fazer investimento na área do Polo Industrial?

Muito complicado. A área do município não tem água nem luz, tem área de preservação. Como vou por lá uma empresa? É impraticável, um negócio estranho. Mas estou inovando, uma ideia minha, fui na Findes, que é responsável pelas grandes captações de empresas no estado na conversa de permutar a área. A legislação permite que eu permute aquela área com pessoa jurídica e cuidar do polo industrial que é necessário, mas ali não é área, é dizer para Guarapari, que o povo é besta demais.

Podemos acreditar nos cruzeiros em Guarapari?

Sim, o cruzeiro vai atracar na Praia do Morro. Mas agora estou preocupado em fazer o ajuste fiscal, tem que por no eixo. Um novo desafio. Consegui fazer por duas vezes. Na terceira vou ter meus cuidados.

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