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Comerciantes do Centro vivem onda de arrombamentos

Por Livia Rangel

Publicado em 19 de dezembro de 2012 às 00:00
Atualizado em 12 de fevereiro de 2015 às 13:35

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Os comerciantes do Centro de Guarapari estão vivendo uma onda de arrombamentos. O clima de insegurança e indignação se instalou e deixa o comércio sem saber como evitar estes crimes, já que nem as câmeras de videomonitoramento e alarmes intimidam os criminosos.

Em um espaço de 15 dias, diversas lojas tiveram os vidros quebrados e muitos prejuízos. Antes, os ladrões “pescavam” os objetos de dentro do estabelecimento. Agora, sem nenhuma preocupação com barulho, atiram pedras nos vidros. Várias lojas já sofreram ataques desse tipo de ação, basta andar pelo comércio e conversar com vendedores e empresários.

O vidro foi quebrado quatro vezes, sem contar os furtos ocorridos em uma loja na Rua do Trabalho. A gerente do local, que não quis se identificar acredita que deveria haver mais ações que pudessem evitar que esses tipos de crimes ocorram. “Na minha opinião é fundamental que em Guarapari tenha câmeras de videomonitoramento e a guarda municipal para inibir não só os assaltos, mas qualquer prática errada no Centro”, disse.

Buscando um pouco mais de segurança, a gerente vai instalar grades na loja. “O problema não é somente durante a noite. Vou colocar as grades, pois não aguento mais acordar de madrugada e vir até a loja porque foi arrombada. Mas, e quanto aos idosos que são assaltados durante o dia e os estabelecimentos que também sofrem com os furtos”, indagou.

Ela conta que o custo do material do furto é o menor diante de todo o constrangimento e o sentimento de insegurança que essa situação causa. “Já aconteceu de um rapaz assaltar a loja e ter sido preso pela polícia e quando ‘puxaram’ a ficha dele, havia sido solto no dia anterior”, contou.

Outra loja que teve o vidro quebrado foi a Hering, na Av. Joaquim da Silva Lima, em que além do prejuízo de vidro (R$ 1 mil) e das mercadorias roubadas (valor não informado), segundo a vendedora, Agathá Martins, fica também a sensação de insegurança e o medo. “Durante o dia vemos policiais na rua, mas durante a madrugada, quando os furtos acontecem são poucos”, lamentou.

Já na noite seguinte, a menos de 100 metros outra loja teve o vidro quebrado e diversos produtos roubados. Dias antes, a loja Belíssima, próxima a Praça Irineu José Vicente, teve um vidro quebrado e produtos roubados. O vídeo da câmera de vigilância da loja foi parar na internet e foi possível ver claramente cerca de oito pessoas roubando os produtos e correndo. Além de diversos comércios que estão sendo alvo desse tipo de ações.

No Centro da cidade, o que fica é o medo e a sensação de impunidade. Segundo o 10° Batalhão da Polícia Militar, a corporação tem conhecimento desses crimes afirmou que o policiamento no período da madrugada está sendo intensificado. A corporação informou também através do capitão Coelho Dias, que com a nova lei, pessoas que cometem esse tipo de crime são levadas a delegacia, mas não permanecem detidos e ao saírem, voltam a cometer os roubos e furtos. Mas, garantiu que apesar disso, a polícia não desanima e continua realizando o trabalho.   

Já quanto ao videomonitoramento, tão esperado pelos moradores e comerciantes, a Prefeitura de Guarapari, através de nota informou que aconteceu no início de dezembro, uma reunião com o comandante do batalhão de Guarapari, o prefeito e o secretário Estadual de Segurança Pública, onde foi informado que o Governo do Estado está finalizando a compra de aproximadamente 25 câmeras, que serão instaladas em pontos que foram mapeados pela PM com a Rede de Promoção de Ambientes Seguros (Repas). Mas, não foi informada a data de quando começarão a funcionar e também, a nota não mencionou sobre a implantação da Guarda Municipal. 

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