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Congo: uma história esquecida

Por Gabriely Santana

Publicado em 19 de novembro de 2015 às 20:04
Atualizado em 19 de novembro de 2015 às 20:04

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Um dia antes das comemorações da Consciência Negra conheça uma das bandas mais antigas do Estado

“No ritmo do som da casaca os pezinhos se mechem, com as batidas do tambor o coração dispara”. É com essa emoção que o Mestre Gilmar Mendes, da banda de congo de Perocão, descreve essa música histórica, cultural e tão envolvente. Mas quem vê esse grupo reunido, não imagina o dobrado que eles passam para juntar todo mundo para um ensaio.

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Os irmãos Demarque e Gilmar contam um pouco da história de vida deles que se mistura com o congo. Foto: Glenda Machado

As dificuldades são muitas. Desde os horários de reunião e compromissos externos, até mesmo a falta de interesse das pessoas da região em apoiar o movimento. “Temos o espaço cedido pelo nosso amigo Araken Carmo, para a realização do nosso ensaio, mas infelizmente ainda não temos um número suficiente de pessoas para retomar nossas apresentações”, disse Gilmar.

E não era para ser assim, pois a história do congo no Espírito Santo se confunde muito com a história do Estado. Ela foi construída pela miscigenação das várias etnias que aqui aportaram, como: indígenas, negros, europeus, portugueses, italianos, alemães, pomeranos, austríacos e tantos outros que de alguma forma marcaram a cultura deste Estado.

Em Guarapari não foi diferente. O grupo de Perocão começou há mais de 80 anos na região e 20 com a família Santos, a banda, que tinha mais de 20 pessoas, sempre foi um exemplo de cultura na região. Atualmente o grupo conta com cerca de 10 pessoas que variam de semana em semana. “Nós temos apoio de um grupo de jovens da Faculdade Pitágoras, mas ainda não conseguimos passar para os mais novos o gosto pela cultura regional. Gostaríamos muito que as crianças aprendessem os instrumentos em oficinas para que o ritmo se perpetue e não venha a padecer”, completou preocupado o Mestre da banda.

Quem se lembra muito bem da época de ouro da banda é o Sr. Valmir Norbim. Ele conta que a banda sempre se apresentava na festa de São Pedro da Comunidade Católica de Perocão e que as apresentações trazem saudade. “As festas sempre eram bonitas e lotavam a rua da minha casa. Vinha gente de todos os lugares da cidade e a banda sempre animava muito”, relembra.

Atualmente os ensaios acontecem todos os sábados. Se você ficou curioso em conhecer e quer ajudar Banda de Congo de Perocão é só entrar em contato com o Mestre Gilmar pelo telefone: (27)997492153.

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