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Conta de energia fica mais cara a partir de novembro

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 25 de outubro de 2017 às 12:14
Atualizado em 25 de outubro de 2017 às 12:38
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O saldo negativo da conta das bandeiras tarifárias hoje está em R$1,7 bilhão, segundo a Aneel.

Por Livia Athayde

Verão chegando, o período que mais faz calor, já se instalou na maioria das cidades do Brasil e a notícia sobre a conta de luz não é nada agradável.  O governo aprovou o reajuste de 42,8% no valor cobrado pela bandeira vermelha no patamar 2, ou seja, o aumento de luz ficará maior. Uma taxa extra será cobrada e subirá de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 quilowatts-horas consumidos. A decisão já foi aprovada para esse mês de novembro.

Estima-se que o aumento deve deixar três por cento mais caras as contas dos consumidores. Quando o sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 pela Aneel desde então, o reajuste já foi feito quatro vezes.

Quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. É o que está ocorrendo neste ano, quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas de todo o país registram baixas históricas.

“O objetivo é de que a proposta possa valer imediatamente para dar estabilidade à bandeira de novembro” diz Thiago Correia diretor da Aneel.

Hoje, é levado em conta a expectativa das chuvas, mas a partir de novembro, será considerado o nível dos reservatórios.

O Sistema de Bandeiras Tarifárias tem como objetivo informar os consumidores sobre aumento nos custos de geração de energia elétrica. A sinalização é feita mensalmente nas contas de energia por meio de bandeiras verde (quando não há alteração), amarela e vermelha.

Elas informam o custo mensal de geração da energia elétrica, dando ao consumidor a oportunidade de ajustar seu consumo ao preço real da energia. A energia elétrica no Brasil é gerada predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser ligadas com a finalidade de poupar água nos reservatórios das hidrelétricas. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel. Por outro lado, quando há muita água armazenada, as térmicas podem ser menos utilizadas e o custo de geração é menor.

“Colocamos em vigência a partir de novembro dado a situação severa dos reservatórios. Esperamos que venham chuvas, porque o sinal que temos é que, dificilmente, sairemos do vermelho patamar dois, em novembro. A situação hídrica é de fato, crítica. Estamos indo para o quarto ano consecutivo de nível de armazenamento em baixa” completa o diretor-geral da Aneel Romeu Rufino.

Se aceita pela audiência pública, a decisão poderá sofrer alterações pelos diretores da agência até tomarem uma decisão final.

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