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Coruja morre e moradora denuncia descaso da prefeitura de Guarapari

Por Joao Thomazelli

Publicado em 1 de junho de 2017 às 19:15
Atualizado em 1 de junho de 2017 às 19:21
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Imagine a situação: uma coruja aparece ferida em seu quintal. Você passa o dia inteiro tentando falar com os órgãos responsáveis pelo recolhimento de animais silvestres e ninguém aparece. O dia passa, a noite também até que o animal, debilitado, morre. Esta foi exatamente a situação vivida pela advogada Meyre Sgrili nesta quarta-feira em Guarapari.

Na noite da última terça-feira (30) uma coruja buraqueira (Athene cunicularia) caiu no quintal Meyre e não conseguiu alçar voo novamente, pois apresentava dificuldade de movimentação em uma das asas. Como já era tarde da noite, ela abrigou o animal em uma caixa de papelão e a deixou segura, longe do alcance dos gatos e cachorros da casa e da vizinhança.

Na manhã seguinte começou a novela para que algum órgão responsável pegasse a coruja e desse o tratamento adequado. Às 8 horas da manhã de quarta-feira ela entrou em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mas por telefone foi informado que era a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) a entidade responsável por animais silvestres.

Novo contato telefônico foi feito, desta vez para Sema e para surpresa de Meyre, foi informado que era o CCZ o responsável pelo recolhimento da coruja. Depois de passar uma noite sem se alimentar, o animal começava a apresentar sinais de fraqueza.

A coruja morreu depois de um dia de espera.

Nova ligação para o CCZ e novamente foi dada a informação de que era responsabilidade da Sema. “Ficou neste empurra-empurra até umas 9h30, quando finalmente a Sema falou que era de responsabilidade deles e que mandariam alguém para recolher  animal.

Mas as horas passaram, o dia da advogada já ficava comprometido e ninguém apareceu. Meyre até chegou a falar com um biólogo da Sema e com a secretária adjunta, mas a explicação para a demora era de que o responsável por esta área estava ministrando uma palestra e por isso não poderia ir até a casa da advogada.

“Eu perdi o meu dia inteiro por conta disso, o animal estava sofrendo e ninguém se responsabilizava. Eu sou muito ligada à defesa dos animais e estou indignada com a situação. Só no fim do dia apareceu um funcionário da Sema aqui de bicicleta e olhou a coruja, mas nem chegou perto, sequer tocou no animal ou se aproximou e disse que nada poderia ser feito ontem porque o Parque Paulo César Vinha já estava fechado e a coruja não poderia ser levada para lá”, contou a advogada.

Na manhã de hoje (01), logo pela manhã Meyre passou a ligar para os mesmos números dados no dia anterior, mas ninguém atendeu. Ela então entrou em contato com um biólogo que ela conheceu em um grupo do whatsapp e o homem se prontificou a ir no local, examinou a coruja, mas, por causa do tempo decorrido desde que ela apareceu ferida, a coruja já estava muito debilitado e acabou morrendo logo depois.

Até às 18h40 minutos desta quinta-feira, ninguém da Sema havia entrado em contato com a advogada. “Eles estão cientes da morte do animal porque eu mandei uma mensagem para a secretária ajunta. Mas ninguém ligou sequer para dar uma satisfação”, lamentou Meyre.

Explicações da Prefeitura de Guarapari

Em nota, a prefeitura de Guarapari explicou porque ninguém foi ao local para dar assistência ao animal. Confira a nota:

A secretaria Municipal de Meio Ambiente informa que quanto a moradora entrou em contato informando o ocorrido, na última quarta-feira (31), o biólogo responsável para este tipo de atendimento estava em uma ação já pré agendada, em local sem sinal de telefone. Ao retornar, o funcionário foi imediatamente atender a ocorrência citada, no entanto, o local onde o animal deveria ser levado – Parque Paulo César Vinha – já estava fechado. No dia seguinte, a Secretaria entrou em contato com a moradora e, esta informou que o problema já havia sido resolvido.
A Secretaria informa ainda que, qualquer solicitação ou reclamação, o cidadão deve ligar para o número (27) 3362 9423.

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