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Derek Rabelo: superação nas ondas, inspiração em filme  

Por Glenda Machado

Publicado em 23 de abril de 2016 às 00:36
Atualizado em 23 de abril de 2016 às 00:45
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Documentário fica no cinema até dia 28 de abril em Guarapari

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Horários: 17h45, 19h20, 21h10.

Quando se pensa em surf, a maioria logo pensa que é um esporte difícil porque requer equilíbrio, agilidade e um olho no mar e outro na prancha para não perder a onda. Mas um jovem guarapariense tem mostrado ao mundo que essa visão pode ser substituída pela dedicação, coragem e respeito pelo oceano. Estamos falando de Derek Rabelo. Sua deficiência visual nunca foi empecilho para trocar a bengala pela prancha e vencer mais um desafio. Com apenas 22 anos, já deslizou nas temidas ondas de Pipeline no Havaí. E ele não só realizou o seu sonho de surfar neste local sagrado do esporte como filmou, editou e virou filme.

“Além da Visão” acaba de ser estreado em Guarapari. Depois de dois anos rodando por 18 países, ele chega em grande estilo ao Brasil. Desta vez, Derek fez o caminho inverso: da Austrália para Guarapari. Há mais de um ano morando do outro lado do mundo, o surfista volta a sua terra natal direto para as telonas. Mesmo vivendo no “escuro”, sua força de vontade ilumina sua vida de emoções. E quando a história é boa não tem como editar. Tanto é que o documentário que teria cinco minutos tornou-se uma fonte de inspiração narrada em 1h25. Uma produção independente dirigida por dois cariocas que moram no Havaí – Bruno Lemos e Luiz Werneck.

“Eu estive presente em 12 lugares dos 18 em que rodamos o filme, mas nada se compara com o sentimento de estrear na minha cidade ao lado da família e amigos. Estou vivendo um sonho e só tenho a agradecer a Deus. Nada disso estaria acontecendo se não fosse a fé, o apoio de todos e o meu respeito pelo mar”, disse o atleta. Embora já tenha surfado em uma das ondas mais perigosas do planeta, ele confessa que não tem como escapar do medo. “Quem falar que não sente medo está mentindo, nem que seja aquele medo por respeito”. Foram dois metros de pura adrenalina. “Não tem como descrever a sensação, só sei que é muito bom”.

Tudo isso está documentado no filme, o primeiro deficiente visual a deslizar uma prancha na poderosa Pipeline. O garoto surpreende até os mais veteranos do esporte. Kelly Slater chegou a surfar com o jovem na Califórnia. Até arriscou por uma venda nos olhos, mas não conseguiu dropar nenhuma onda. E esse não foi o único da elite mundial do surf que se apaixonou pela história de Derek. Carlos Burle, Makua Rothman, Jackson André, Mineirinho e Gabriel Medina também já dividiram onda com o nosso atleta. E quando questionado sobre qual teria sido a companhia de surf mais emocionante: “Todos. Cada um com sua experiência e história de vida”.

“Filho de peixe, peixinho é”

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ERNESTO, o pai, apaixonado por esporte, foi o maior incentivador de Derek. Inclusive deu o nome ao filho do campeão mundial de surf quando ele nasceu: Derek Ho.

Quem nunca ouviu aquele velho ditado: “filho de peixe, peixinho é”? Derek é prova viva desta afirmação. Seu pai, Ernesto, era tão apaixonado pelo esporte que o nome do filho é uma homenagem ao lendário surfista havaiano Derek Ho. Ele foi campeão mundial no ano em que o nosso atleta nasceu. E já nasceu enfrentando desafios. Diante do diagnóstico de glaucoma congênito, foi submetido a três cirurgias, mas sem sucesso.

“Na hora foi uma tristeza muito grande para a família, mas temos que crer em Deus. Na hora a gente não entende as razões divinas, mas depois fica claro o propósito de Deus”, disse Ernesto. Ele foi o grande incentivador de Derek. Apaixonado por esportes, principalmente os radicais, comprou a primeira prancha para o filho quando ele tinha apenas dois anos. “Desde pequeno ele sempre se mostrou ativo, determinado, e ver aonde ele chegou hoje é um orgulho”.

Derek só foi levar o esporte a sério por volta dos seus 17 anos. Ganhou uma prancha nova do pai e foram para o mar. “Fiquei com muito medo, mas a minha fé é maior e não vai deixar o medo me parar. A minha relação com o oceano é de confiança”, ressalta Derek. Depois, se matriculou na Escola de Surf Praia do Morro. E daí por diante ganhou um instrutor, um professor, um fã, um amigo: Fábio Maru. E com um empurrãozinho do colega bodyboarder Magno Passos, Derek foi parar no Havaí.

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MÃE de Derek confessa que tinha medo de vê-lo surfando. Hoje, seu maior desafio é vencer a saudade da distância.

“No início eu tinha muito medo, coisa de mãe. Eu nunca ia ver ele surfar na praia, morria de medo dele se machucar. Mas depois vi como ele ficava feliz e que era o sonho dele. Aí percebi que o que podia fazer naquele momento era apoiá-lo e continuar orando, creio que a minha fé foi o que me deu forças para superar todas as dificuldades e hoje estar aqui realizando mais um sonho ao lado dele. Derek é uma inspiração para todos nós”, conta a mãe de Derk, Maria José Nascimento.

E se depender desse super jovem, a mamãe vai ter que controlar a saudade. Isso porque os planos do atleta é continuar na Austrália. “Agora quero focar os treinos para ondas grandes. Esse é o meu próximo desafio. Lá para mim, todo dia é dia de novas experiências e novas vitórias. O mais difícil tem sido me adaptar ao frio. Mas o povo é receptivo, o lugar é lindo, eu me sinto em casa”, finaliza Derek.

Os cinemas que tiverem interesse no filme, entrar em contato com Ernesto (27 9 9933-3040)

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