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Dia Internacional da Mulher: O empoderamento feminino no mundo dos cavalos

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 8 de março de 2019 às 09:13
Atualizado em 7 de março de 2019 às 11:45
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Essa é mais uma prova de que lugar de mulher é onde ela quiser.

Rafaella Martins, Fernanda Teixeira e Brendha Góes. Foto: Roberta Bourguinon

Não é novidade que as mulheres vêm ocupando posições transformadoras e fundamentais para o desenvolvimento do mercado de cavalos no Espírito Santo. Questões domésticas deixaram de ser exclusivas e limitantes para potenciais, e o empoderamento feminino trouxe perspectivas mais positivas para a inovação e gestão de haras, clínicas veterinárias e até competições especializadas.

O bom exemplo disso é Brendha Góes. Com apenas 17 anos, a jovem seguiu o exemplo do pai e montou, em 2018, o próprio haras no interior de Guarapari, tornando-se assim umas das pioneiras da região a entrar nesse mundo completamente masculino. “Não me senti intimidada, não. Cresci amando tanto os cavalos que revolvi virar criadora também. Hoje o nosso haras possui um plantel com 87 cavalos da raça Mangalarga Marchador”. A empresária disse ainda que realiza todas as tarefas do criatório sem problema algum. “Faço a compra e venda dos animais, ajudo no preparo do silo e, quando é preciso, limpo as baias”, afirmou.

Dona de vinte troféus e quatro medalhas de ouros em competições “Três Tambores”, a amazona e moradora de Vitória, Rafaella Martins, é outra mulher que merece destaque. Ela conta que o machismo, no caso dela, partiu das mulheres. Mas isso só a fez ter mais vontade de vencer. “Minhas amigas e primas me diziam que era um esporte inadequado para nós mulheres. Não desisti. Driblei esse obstáculo na minha, me dediquei ainda mais nas provas e hoje elas torcem muito por mim e vibram junto comigo a cada prêmio”, disse.

Outra área que era predominante masculina no Estado é o da Medicina Veterinária especializa em equinos, de acordo com médica veterinária do Jockey Clube de Vila Velha, Fernanda Teixeira. “Quando comecei a trabalhar rodando todo o Espírito Santo, isso lá em meados de 2007, só tinha eu e mais outra médica veterinária atendendo os criadores de cavalos. Na verdade, essa área da minha profissão é vista como bem masculina, mas ao longo dos anos fomos mostrando nossa capacidade e as pessoas começaram a nos respeitar”, finalizou.

Texto: Clovis Rangel

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