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Dono de assistência técnica em Guarapari é preso por receptação e desbloqueio de celulares roubados

Por Aline Couto

Publicado em 24 de maio de 2019 às 12:59
Atualizado em 24 de maio de 2019 às 12:59
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O comerciante foi preso no dia 21 de maio através de um mandato de busca e apreensão

Foto: Divulgação/Polícia Civil Guarapari.

Em uma coletiva de imprensa realizada hoje (24) na 5ª Delegacia Regional de Guarapari, Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), o delegado titular, Guilherme Eugênio Rodrigues, explicou como ocorreu a prisão, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, de Tiago Caldeira de Souza, suspeito responsável por receptar e realizar também o desbloqueio de celulares furtados e roubados. Ao todo foram identificados sete aparelhos celulares roubados.

De acordo com o delegado, a polícia civil teve a localização de um celular roubado com um adolescente, no dia 21 de fevereiro, e quando o mesmo foi encaminhado à delegacia, apontou Tiago Caldeira de Souza como vendedor e apresentou a nota de compra do aparelho. “Pedimos mandato de busca e apreensão que foi cumprido no dia 21 de maio. Foram encontrados 600 celulares na loja do acusado, que fica em Muquiçaba, onde seis foram identificados com registro de furto e roubo”.

Após o acontecido, uma investigação foi reiniciada sobre o dono da assistência técnica. “Uma investigação anterior já havia apontado Tiago como possível responsável não só pela compra de aparelhos roubados, mas também pelo desbloqueio desses aparelhos. A casa do Tiago já havia sido alvo de busca e lá foram encontrados diversos celulares. Dessa vez a busca foi na casa e na loja, onde aproximadamente 600 celulares foram recolhidos e levados para a delegacia. Os aparelhos tiveram as consultas necessárias para aferição da eventual origem ilícita”, contou Guilherme.

Quando interrogado na delegacia, o comerciante falou que extraia a senha de qualquer celular para qualquer pessoa, sem exigir nenhum tipo de comprovação de origem do aparelho. “Qualquer um conseguia desbloqueio de aparelho para revenda e uso na loja do Tiago, sem origem ou nota fiscal para saber se o aparelho era objeto de crime”.

Ainda segundo o delegado, o suspeito cobrava em torno de 100 para o desbloqueio e julgava para quem fazia através da aparência. “Ele sabia do sistema de pesquisa para saber a procedência do celular, Anatel, mas não se valeu do mesmo”.

Delegado Guilherme Eugênio. Foto: Aline Couto.

Após a constatação dos fatos, Tiago foi preso no dia 21 deste mês por receptação qualificada, um crime não passível de fiança na esfera policial. “A lei penal entende que o lojista que trabalha de forma empresarial na aquisição de bens tem o dever jurídico um pouco mais intenso do que o restante da população sobre a origem do que compra. Um cidadão comum só é preso por um bem furtado ou roubado se souber anteriormente da origem dele, já o comerciante tem o dever de verificar com os meios disponíveis aquilo que comprou”.

O delegado finalizou a coletiva falando sobre a importância desta prisão e sobre como o registro de furto e roubo pode evitar o crime. “Nós tiramos do mercado um receptador de aparelhos roubados. Nossa meta é sempre a diminuição de incidência de roubos e furtos de celular. Acreditamos que haja outras lojas que praticam esse tipo de crime e há investigação em andamento para coibir essa prática. Para que a policia saiba dos aparelhos fruto de furto ou roubo, a vítima precisa fazer o registro e informar o Imei do aparelho, que é o número que identifica cada aparelho, um espécie de placa de identificação do celular (visto através da bateria do celular ou em consulta na Anatel). Sem esse dado não tem como identificar esse aparelho”, concluiu.

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