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Donos de restaurantes lamentam decreto revogado em Guarapari

O decreto foi oficialmente revogado nesta segunda-feira (27).

Por Larissa Castro

Publicado em 27 de julho de 2020 às 16:40
Atualizado em 28 de julho de 2020 às 19:30

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A esperança que surgiu quando donos de restaurantes e similares se depararam com o decreto municipal que permitia a abertura dos estabelecimentos de forma presencial até às 22h, foi encerrada na última sexta-feira (24), após a decisão da justiça de acatar o pedido do Ministério Público e exigir que a Prefeitura de Guarapari revogasse a decisão que tinha validade até 31 de julho. Com investimentos e gerando expectativas ao público, proprietários se viram obrigados a adiarem os dias de funcionamento.

O gasto alto para aderir às normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Prefeitura Municipal de Guarapari, irão se transformar em prejuízo. Com o foco no período da noite, o proprietário do Bell’s Pub, Saulo Venturini, que também funcionava como restaurante durante o dia, localizado na Praia do Morro, levou prejuízos nos 4 meses fechados e após investir para a reabertura. “Vamos perder todos os perecíveis se não pudermos funcionar, o prejuízo será enorme. Foram 30 mil reais gastos, todos os produtos do bar já estavam impróprios pra consumo, internet e outros serviços cortados , freezers e condicionadores de ar precisavam de manutenção, devido ao tempo que ficaram desligados”.

O Bells Pub estava funcionando no período da noite e do dia, mas agora seguirá com as portas fechadas. Foto: Divulgação Bells.

Além do prejuízo com o material, o proprietário do pub relata que funcionários também sofreram com as consequências. “O estabelecimento ficou fechado por 4 meses e tivemos que recontratar e treinar toda nossa equipe, pois muitas pessoas eram de outras cidades e foram embora de vez, perdendo o sonho de morar em Guarapari. Contratamos doze funcionários para a reabertura, alguns chegaram a largar outro emprego para voltar a trabalhar conosco; vamos ter que demitir todos novamente”.

Apesar da medida não ter sido positiva para os empresários do ramo, o proprietário do Chalé Cervejaria & Petiscaria, Jhone Santos, que se programou para reabrir no dia 03 de agosto, aproveitou o investimento feito em adaptações, mesmo que não programado, e prevê para quando sair a liberação do retorno das atividades, terá os equipamentos exigidos. “O investimento feito serviu de adaptação para o empreendimento, para receber o público com mais segurança, tranquilidade e conforto, também para os colaboradores. Eu ainda não tinha comprado matéria-prima, tudo seria investido nesta semana, o gasto maior foi com a adaptação da casa”, revela.

O Chalé Petiscaria & Cervejaria estava com data prevista para reabrir de forma presencial no dia 03 de agosto. Foto: Arquivo Chalé.

Com o atual decreto, os restaurantes podem funcionar durante o dia, mas ambos proprietários, não acham viável a abertura no período proposto em decreto. No Bells Pub, o método delivery não será considerado. “Somente durante o dia não paga nossas despesas, no caso do delivery nós não temos produtos para comercialização nessa modalidade, somos um Pub“, conta o proprietário Saulo.

Já o Chalé, vai seguir com o formato de entregas durante a noite, assim como fez entre os meses de março a julho. “Durante o dia não compensa abrir, pois estou distante da orla da praia, vou continuar com o delivery até segunda ordem”, ressalta Jhone Santos.

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