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Entrevista: vereador busca alinhar Anchieta aos objetivos globais de desenvolvimento sustentável

Confira a entrevista exclusiva do jornal FolhaOnline.es com o vereador Renato Lorencini

Por Gislan Vitalino

Publicado em 29 de julho de 2021 às 12:16
Atualizado em 30 de julho de 2021 às 13:33

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Na última semana o município de Anchieta sancionou a lei de número 106/2021, que cria um programa de incentivos fiscais para atrair novas empresas que se instalem no município de Anchieta e incentivar que as empresas já instaladas na cidade ampliem suas plantas no município.

A lei, de autoria do vereador Renato Lorencini (PSB), não se encontra isolada, mas se apresenta como parte integrante de um projeto que, de forma imediata, busca trazer geração de emprego e renda aumentando a diversificação da economia local e, de forma mais ampla, busca alinhar o município e a região à uma agenda global em prol do desenvolvimento sustentável.

Para entender melhor quais são esses objetivos, como eles surgem e como impactam o município, o jornal FolhaOnline.es conversou com o vereador em uma entrevista exclusiva, que você pode acompanhar imediatamente após o perfil abaixo.

Renato Lorencini

Natural do distrito de Alto Pongal, em Anchieta, o atual vereador possui formação em Ciências Sociais e iniciou a caminhada política junto aos trabalhadores rurais da região. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Secretário Municipal das pastas de Agricultura e Infraestrutura, liderando um processo grandioso de investimentos.

Antes de ser eleito para o primeiro mandato na Câmara Municipal de Anchieta, atuou em duas autarquias estaduais: na Diretoria de Planejamento e Articulação Setorial no Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes); e na Diretoria de Meio Ambiente na CESAN.

Foto: arquivo.

Foi o vereador mais votado de Anchieta para o seu primeiro mandato, em 2016, com 1.434 votos. Em 2020 se reelegeu para o seu segundo mandato, único mandato de vereador do Brasil a compor o Grupo de Trabalho do Poder Público da Rede ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) Brasil.

Entrevista

FolhaOline.es: Vereador, como surge o posicionamento em que se insere o seu trabalho na Câmara de Anchieta?

Renato: Uma das coisas que eu mais ouvia em campanhas anteriores era que o candidato visitava a comunidade, pedia voto e, depois de eleito, só voltava a comunidade na eleição seguinte. O gabinete itinerante, que guiou o primeiro mandato surgiu desse esforço, de ouvir o munícipe, de estar nas comunidades, representá-las e lutar pelas causas das comunidades e dos bairros. Além disso, a gente tinha a possibilidade de prestar contas diretamente à população do que a gente estava fazendo como vereador.

FolhaOline.es: E o que mudou no novo mandato?

Renato: Nesse novo mandato, já desde a campanha, nós trabalhamos para trazer para o município a agenda 2030, que é uma ferramenta de gestão global, definida por líderes mundiais que trazem maneiras de se ter, até 2030, um mundo mais justo, com menos fome e com menos desigualdades, sem deixar ninguém para trás.

Apesar de ser uma agenda global, as políticas públicas são pensadas a nível local. Quando a gente realiza, por exemplo, um projeto de lei para o incentivo fiscal e atração de empresas e geração de emprego e renda, a gente faz isso pensando lá no Objetivo 8 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, que trata sobre Trabalho Descente e o Crescimento Econômico. São diversas metas que o município precisa trabalhar para ajudar a concretização dessa agenda global.

Então, o segundo mandato, além de continuar ouvindo as pessoas no Gabinete Itinerante, nós estamos com todos os esforços voltados para ajudar e localizar esses objetivos de desenvolvimento sustentável.

FolhaOline.es: Dentro dessa perspectiva, qual é o grande desafio para Anchieta?

Renato: Alguns temas parecem ser recorrentes em todas as comunidades que visitamos. A gente tem dificuldades para a geração de emprego e renda que vem desde a paralização da Samarco, temos desafios com a segurança e moradia, e algo que está se instalando com a questão da saúde, principalmente no pós-pandemia.

Ouvindo a população, a maior prioridade seria a de emprego e renda. Por isso que hoje estamos voltados para a missão de gerar atrativos com incentivos fiscais, a desburocratização da abertura de empresas, gestão de alvarás, formação de capacitação para trazer emprego e renda.

Com isso, surgem outras questões, a gente atrai mão de obra, aumenta a população local, com isso cresce a questão da insegurança, também aumenta a necessidade de se investir na saúde e aí surgem outros desafios.

FolhaOnline.es: E qual é o próximo passo para a solução dessa questão?

Renato: Agora nós vamos trabalhar a questão dos alvarás de construção e de licenciamento ambiental, ver se a gente consegue simplificar ainda mais esse processo para que o empreendedor de fato se sinta atraído para investir no município.

Junto com o município, nós também estamos pensando uma área pública para a implantação de um polo de serviço ou empresarial, para que a gente tenha outros modelos de economia.

Anchieta ficou muito dependente da mineração e do petróleo. Esse novo modelo de desenvolvimento que a gente vem discutindo é exatamente a diversificação da matriz econômica para que a gente possa ter outros empreendimentos, para que quando esses setores enfrentarem dificuldades, outros setores possam ajudar a segurar a dificuldade.

FolhaOline.es: E é possível ampliar esse projeto?

Renato: Além da gente trazer essa missão, de inserir Anchieta nos Objetivos Para o Desenvolvimento Sustentável, nós estamos visitando outros municípios para trazer esses objetivos para toda a região. E nós temos desafios em comum, como o transporte público. Anchieta sozinha, talvez não possa viabilizar, mas se juntar alguns municípios, a gente consegue viabilizar, por se aproximar de Guarapari, Iconha e Piúma.

Tem uma série de coisas que é possível pensar regionalmente e essa é a nossa missão enquanto membro da Rede ODS Brasil.

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