O Governo do Espírito Santo trocou o comando da Polícia Militar depois de um final de semana de terror com assaltos e homicídios diante da falta de policiamento nas ruas. Esse é o resultado da paralisação das atividades. Desde sábado, familiares dos policiais bloqueiam a saída das viaturas de diversos batalhões do estado. O Governo também pediu ajuda ao Exército. As informações são do secretário de Segurança Pública, André Garcia. A Justiça também determinou ilegalidade do movimento e ajuizou multa diária de R$ 100 mil caso não seja normalizado o serviço. Ainda estabelece que os manifestantes saiam da frente dos quartéis. Mas, em Guarapari, até agora cedo o protesto continuava e a polícia ainda não havia voltado ao trabalho. O coronel Laércio Oliveira deixa o cargo, onde ficou menos de um mês, e quem assume é o coronel Nilton. O Estado espera que tudo seja normalizado ainda hoje. Além de reajuste salarial, os familiares pedem o pagamento de auxílio alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno. Também são denunciados o sucateamento da frota e falta de perspectiva de carreira. O protesto é feito pelos familiares, porque os policiais não pode fazer greve. O Código Penal Militar proíbe com pena de até dois anos de prisão. Com isso, mulheres, filhos e mães dos PM's bloqueiam a saída de viaturas dos batalhões. O secretário também informou que o governador em exercício, César Colnago, já pediu ao presidente Michel Temer o apoio das Forças Armadas. "A conversa está sendo feita agora cedo com o presidente para se determinar o envio de forças federais independentemente do cenário aqui. Se tivermos policiais nas ruas ou não, nós fizemos a solicitação e o presidente já está acertando os detalhes para o envio das tropas", informou. Enquanto isso, as negociações com os policiais estão suspensas até que voltem ao trabalho de patrulhamento das ruas e o atendimento das ocorrências. A reunião estava marcada para hoje às 13h. “Enquanto não tivermos policiamento nas ruas para atender aos chamados dos capixabas, está determinada a suspensão de qualquer tratativa e negociação com representantes do movimento. Nossa intenção é negociar, sempre, porém essa negociação deve se pautar pelo respeito mútuo, e a condição para que os policiais venham patrulhar as ruas e atender as chamadas dos cidadãos capixabas", disse. Com informações de A Gazeta.