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Grupo de voluntários oferece atendimento para mães de crianças especiais em Guarapari

Por Sara de Oliveira

Publicado em 29 de julho de 2019 às 11:01
Atualizado em 29 de julho de 2019 às 13:58

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No ultimo sábado (27), o Super Voluntários, de Vitória, realizou um dia inteiro de atendimento às mães e crianças participantes do projeto Colorindo Sonhos.

O projeto com a participação de cerca de 150 crianças. Fotos: Folha Online.

Em comemoração aos três anos do projeto Colorindo Sonhos, que atende mães de crianças especiais em Guarapari, foi realizada, no último sábado (27), uma ação de atendimento às famílias que participam do grupo. A ação contou com a participação do projeto Super Voluntários, de Vitória, e ofereceu serviços de atendimento médico, nutricionista, psicológico, odontológico, além de um dia inteiro de recreação para os pequenos. A iniciativa aconteceu na Igreja Vinde, que cedeu o espaço para a realização do evento.

Shirley do Nascimento, uma das coordenadoras do grupo Colorindo Sonhos, explicou que a ação foi realizada com o objetivo de parabenizar as famílias pelo aniversário do grupo. Segundo a organizadora, cerca de 150 crianças participaram das atividades. “Fizemos uma parceria com o Super Voluntários, se tornando o começo da realização de um sonho: Poder oferecer alguma coisa para as nossas crianças, porque geralmente nós não podemos dar esse tipo de atendimento para elas”, declarou.

Shirley do Nascimento é uma das organizadoras do grupo.

O Super Voluntários chegou a Guarapari com um time grande. De acordo com Geferson Gomes, um dos organizadores do projeto, 80 voluntários participaram da ação realizada no último sábado. Segundo ele, o grupo tem o objetivo de atender não só oferecendo os serviços, mas com uma atenção afetiva aos participantes. “A primeira coisa que a gente faz aqui é acolher essas famílias e fazer com que elas se sintam confortáveis na nossa presença. Depois disso, a gente passa para as nossas oficinas de atendimento”, explicou.

Geferson aproveitou a oportunidade para destacar o trabalho que é realizado pelo Colorindo Sonhos em Guarapari. “Essas mães se uniram para tentar tornar o universo dos filhos melhor. Educar uma criança já tem uma série de limites e dificuldades. Uma criança especial demanda cuidados especiais e, muitas vezes, por causa de uma limitação financeira isso acaba sendo impedido. É incrível porque elas se uniram e, nessa união, elas se ajudam. É uma rede de apoio”, pontuou.

Geferson Gomes é representante do projeto Super Voluntários.

Selma Marques é uma das mães atendidas pelo Colorindo Sonhos. Ela é mãe do Breno, de sete anos, que sofre com um retardo mental, e descobriu o grupo através de mulheres que frequentam a Pestalozzi. Para Celma, o projeto é importante para dar assistência para as mães que não têm apoio. “Muitas vezes a gente não sabe lidar com algumas situações. Então, com o Colorindo Sonhos, a gente vai aprendendo. Quando uma está desanimada, por causa das dificuldades que a gente passa no dia a dia, nós nos apoiamos”, destacou.

A mãe contou que o filho foi diagnosticado com quatro anos de idade, por causa do comportamento diferenciado na escola. “Foi muito difícil, porque até descobrir a gente passa por todo um processo. A nossa maior luta é o dia-a-dia, as pequenas atividades, mas a gente vai lidando e realizando o tratamento”, explicou.

Selma Marques e o filho Breno, de sete anos.

Rose Toledo participou da fundação do Colorindo Sonhos e explicou que a ideia de criar o projeto surgiu após acompanhar, pelas redes sociais, a realização de um evento de inclusão em São Paulo. “Acompanhando as redes sociais eu vi que, em São Paulo, esses pais se reuniram para fazer eventos com crianças especiais, para que elas pudessem sair de dentro de casa. Eu vi que eles tinham feito uma corrida, aí procurei por outras mães e decidi fazer um passeio de trenzinho aqui em Guarapari”, declarou.

Desireé Meriguete, que também participa do grupo, explicou que após a realização do primeiro evento, o grupo foi crescendo e se tornou um local de ajuda mútua. “Depois desse passeio a gente viu que as mães queriam continuar juntas, fazer mais atividades com as crianças, e de lá pra cá a gente tem feito bastante coisa”, contou. Ela é mãe do João Gabriel, que é portador de uma síndrome rara e enfatizou que o grupo atende mães de crianças com Síndrome de Down, paralisia cerebral, ou qualquer tipo de deficiência. “O nosso objetivo é poder contribuir, de alguma forma, com outras mães que às vezes não tem condições. Então o foco maior é ajuda mútua”, destacou.

Desireé Meriguete participou da fundação do Colorindo Sonhos. Ela é mãe do João Gabriel.

O grupo também conta com o apoio do Ministério Vinde, que ofereceu o espaço para que o Colorindo Sonhos possa fazer oficinas, terapias e atendimentos psicológicos com as mães. Suzanna Xavier faz parte da igreja e explicou que a instituição conheceu o grupo através de uma das participantes. “Nós temos aqui na igreja uma mãe que faz parte do Colorindo Sonhos e, através dela, nós vimos a necessidade não só das crianças terem um atendimento específico, mas as mães também. Então foi criado o projeto mães especiais, que é focado no auxílio para essas mães”, afirmou.

Super Voluntários

A dentista Gabriela Batista Brito, de Vitória contou que participa do Super Voluntários desde 2016, oferecendo oficinas de prevenção e preservação. Essa foi a segunda vez que Gabriela visitou Guarapari com o grupo e, de acordo com ela, o resultado é sempre satisfatório. “Eu gosto muito. A nossa missão é sempre levar ao próximo a ajuda, a empatia. As mães são um amor de pessoa com a gente, então é muito bacana. É muito bom se colocar no lugar do outro”, enfatizou.

A dentista Gabriela Batista Brito estava entre os 80 voluntários que participaram da ação realizada no último sábado.

Geferson explicou que o Super Voluntários realiza mensalmente ações de fortalecimento a outros projetos sociais, além da realização de ações voltadas para o público externo. Questionado sobre a importância do grupo, Geferson se mostrou realizado. “Eu me faço essa pergunta várias vezes, onde eu quero chegar com o que eu estou fazendo. Mas eu acho que eu não tenho uma determinante. Eu estou aqui, eu amo estar aqui e eu encaro isso como um compromisso de vida”, concluiu.

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