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Guarapari: mãe pede ajuda para tratar bebê com síndrome rara pós-Covid

Por Aline Couto

Publicado em 6 de julho de 2021 às 15:27
Atualizado em 7 de julho de 2021 às 13:46

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Foto: arquivo pessoal.

Com apenas sete meses, a bebê Isabela Piveta Barbosa foi infectada pelo novo Coronavírus (Covid-19) e acabou desenvolvendo uma doença rara, a Síndrome de Kawasaki. Apesar de tratável, a condição causa inflamação nas paredes de alguns vasos sanguíneos do corpo, irritação na pele, febre alta e comprometimento dos gânglios linfáticos, da pele e das membranas mucosas, como no interior da boca.

“Foi tudo muito rápido. Em maio ela tomou a vacina dos seis meses e a primeira dose da vacina da gripe, logo depois veio à febre alta. Achei que era reação pelas aplicações. Mas a febre persistia e começaram a aparecer outros sintomas: a pele da Isabela começou a empolar e descascar, a língua ficou inchada, os cabelos começaram a cair e a cabeça a ter feridas. Procurei a UPA, um hospital em Vila Velha e nada resolvia. Somente após 14 dias, na consulta já marcada com a pediatra, que descobrimos o diagnóstico”, relatou Leidiane Piveta da Silva, mãe da Isabela.

A mãe contou que pelos sintomas, a médica diagnosticou que a filha havia desenvolvido a Síndrome de Kawasaki por ter sido contaminado pela Covid-19 e não tratado. “Como já haviam passado duas semanas dos primeiros sintomas, não ia adiantar fazer o teste. Então iniciamos o tratamento direto para a doença rara. Ela tem cura, mas são muita etapas até lá”.

Tratamento

Atualmente, Leidiane tem que se deslocar de três a quatro vezes por semana para o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves – Himaba, em Vila Velha, para seguir com o tratamento de Isabela.

“Assim que a síndrome foi descoberta, já começamos com o antibiótico e seguimos testando sabonetes e pomadas para definir o melhor tratamento. Eu também preciso ir e voltar para o hospital com minha filha vários dias da semana para fazer cardiograma, e, dependendo de como estiver a imunidade dela, ela pode precisar ficar internada. Sem contar às fraldas que preciso trocar de uma em uma hora e a higiene dela que só pode ser feita com algodão. É tudo muito caro e eu sou mãe solo de quatro crianças sem poder trabalhar no momento”.

Ajuda

Por conta das dificuldades que está passando, uma amiga de Leidiane deu uma camisa oficial do Clube de Regatas do Flamengo para ser rifada. “Minha amiga mora no Rio de Janeiro e arrumou essa forma de ajudar. Como são 500 números para serem escolhidos, a blusa será sorteada entre julho e agosto, assim que tudo for vendido. Cada número custa 10 reais e os valores arrecadados serão revertidos para me ajudar no tratamento da Isabela”.

Além da rifa, a mãe da pequena pede ajuda a quem puder com doações de fraldas, algodão, valores para ajudar nas idas ao hospital e na alimentação quando está lá, e na compra dos medicamentos para Isabela.

Doações

Para doar valores:

Chave Pix 121.985.927.38 (CPF).

Caixa Econômica Federal: agência: 0881 / conta: 000854579042-0 (Leidiane P. da Silva).

Para doação de fraldas e medicamentos:

Entrar em contato com Leidiane para combinar (27) 99657-0667.

Síndrome de Kawasaki

A síndrome ou doença de Kawasaki é uma inflamação de vasos sanguíneos de médio e pequeno calibre que pode afetar diversos órgãos, como o coração, no qual podem se formar aneurismas coronarianos. O envolvimento cardíaco é uma alteração comum nessa síndrome.

Essa doença acomete crianças principalmente com menos de cinco anos de idade e o diagnóstico é clínico. A condição pode apresentar irritações e erupções na pele, lesões e placas avermelhadas, febre alta, descamação cutânea e comprometimento dos gânglios linfáticos, da pele e das membranas mucosas, como no interior da boca.

Crianças contaminadas pelo novo Coronavírus (Covid-19) podem desenvolver essa síndrome rara.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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