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Histórias de quem viu Adalberto Simão Nader crescer

Por Natália Zandomingo

Publicado em 30 de outubro de 2016 às 09:00
Atualizado em 29 de outubro de 2016 às 13:39
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DONA Aninha, Anita e Rosalvo.

O projeto Seu bairro no Folha passou uma tarde em Adalberto Simão Nader. Logo na entrada fomos recebidos por Vagner Serafim, o Vaguinho. Ele nos apresentou para algumas pessoas que moram na região desde a fundação da comunidade, em 1985.

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DONA Aninha exibe com orgulho a foto dele e do marido Pedro Batista, falecido.

São 31 anos de histórias de quem viu Adalberto crescer. Vizinha da pracinha do ponto final, Valdecir Santiago, conhecida por todos pelo apelido de Dona Aninha, mora em Guarapari há 30 anos. Ela conta que deixou a cidade baiana de Camacã depois que o irmão conseguiu um emprego na Cidade Saúde. Aí veio a família toda. Ela, o marido e os 10 filhos.

Se engana quem acha que dona Aninha foi atraída pelas belas praias do município. Ela prefere mesmo é a tranquilidade do alto do bairro. “Não gosto desse negócio de ficar só de sutiã na frente dos outros. É coisa de quem não tem vergonha”, afirmou a senhora de 76 anos em meio a um tímido sorriso.

Dona Valdecir gosta das lembranças e guarda com carinho as fotos do passado. Uma das recordações mostra a rua “O” antes da construção da praça. As árvores que produzem uma sombra generosa foram plantadas por suas próprias mãos e são motivo de orgulho.


Cheia de vida, a baiana que carregava sacos de mandioca nos ombros em Camacã diz que faz de tudo e não sente nenhuma dor. “Eu abaixo, levanto, lavo, cozinho e não sinto nada. Não sei como os jovens de hoje reclamam de tanta dor”. A dona de casa inda faz planos para o futuro. “Vou cortar o coqueiro do quintal para construir outra casa aqui”.

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ANITA da Vitória.

Na mesma rua, encontramos dona Anita da Vitória de 73 anos. Segundo ela o bairro mudou muito. “Era tudo um matagal. Tinha muitos animais soltos como cabrito, gato e cachorro. Hoje está bem melhor, as ruas foram asfaltadas e a violência diminuiu muito”.

Descendo um pouco conversamos com o serralheiro Rosalvo Félix da Silva (71). Atencioso, Rosalvo contou que a região era uma fazenda e que a maioria dos moradores viviam onde hoje é o aeródromo da cidade. “Na época em que Graciano Espíndula era prefeito as pessoas foram transferidas para esse local para a construção do aeroporto. Foi assim que Adalberto nasceu”.

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ROSALVO Félix trabalhando em sua serralheria.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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