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Iema solicita ações de reparo ambiental

Por Gabriely Santana

Publicado em 10 de novembro de 2015 às 17:39
Atualizado em 10 de novembro de 2015 às 17:42
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O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) intimou a empresa Samarco em função dos impactos ambientais e socioeconômicos que serão causados no Espírito Santo pela lama de rejeitos que atingiu o Rio Doce.

A determinação do Instituto é para que a empresa promova todo o apoio necessário aos municípios e aos cidadãos capixabas que forem atingidos pela onda de lama, com a realização de ações que minimizem os impactos ambientais decorrentes da impossibilidade do tratamento de água nos locais afetados pelos rejeitos, assim como pelo comprometimento de outros usos que são feitos do Rio Doce como agricultura e a pesca.

Conforme a intimação do Iema, imediatamente, a Samarco deve dar início às seguintes ações:

  • distribuição de água potável para consumo humano e dessedentação animal;
  • monitoramento da qualidade da água do Rio Doce e também do mar a ser atingido pela lama para verificar a presença de contaminantes e identificá-los;
  • disponibilizar aeronave para sobrevoo dos profissionais envolvidos nas ações preventivas e de mitigação da onda de rejeitos;
  • disponibilizar uma equipe multidisciplinar para monitorar os impactos na fauna, flora, água e para as pessoas, emitindo laudos técnicos para o Iema com informações que ajudem a minimizar os impactos, inclusive, com avaliações de cenários futuros.

Após a passagem dos rejeitos, a empresa deve providenciar também a limpeza de toda a área afetada pela lama, enquanto for verificada a presença de poluente. O Iema determina que a empresa apresente um Plano de Monitoramento da persistência dos poluentes nos meios atingidos em até 120 dias, assim como um Plano de Reparação Inicial dos danos no prazo de 30 dias.

Presença

Por orientação de Governo, os secretários estaduais João Coser, de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano; e Rodrigo Júdice, do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, estão em Colatina e acompanham de perto as atividades do plano de ação conjunta, coordenado pelo Governo do Estado, envolvendo empresas fornecedoras de energia elétrica e água, empresas privadas, diferentes órgãos estaduais e municipais dos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, que serão atingidos pela onda de lama que castiga o Rio Doce. Até o momento, 60 carros-pipa foram disponibilizados para garantir o abastecimento de água.

O secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, João Coser, declara que o Governo do Estado é um parceiro dos municípios e está solidário diante desta situação. “O Governo está presente com sua equipe para toda a infraestrutura necessária para a passagem da onda de lama. Todo nosso esforço é para que a onda de lama passe com o menor impacto possível para a população dos três municípios atingidos no Espírito Santo”.

O secretário explica que a ação do Governo do Estado está focada em garantir a segurança da população e o abastecimento para áreas prioritárias. “Neste momento estamos cuidando da população. Contamos com a presença da Defesa Civil em todo o leito do Rio Doce e também estamos disponibilizando infraestrutura para garantir o abastecimento. Nossa prioridade é garantir o abastecimento de água para órgãos públicos com serviços essenciais à população, como hospitais e unidades de saúde.”

O secretário afirmou que além dos carros-pipa já disponibilizados pelo Governo do Estado, prefeituras e empresas também estão ajudando. “Até o momento já conseguimos 60 carros com a Fibria, a Samarco e as prefeituras de Vila Velha, Cariacica, Aracruz, Serra e Venda Nova para que possamos captar água em Linhares e também trazer água Colatina e Baixo Guandu e para que aqui os municípios possam fazer o tratamento da água para beneficiar a população.”

Ação junto à população

A Defesa Civil Estadual tem dado, desde sábado (07), o suporte logístico ao trabalho desenvolvido pela Defesa Civil de Baixo Guandu, Linhares e Colatina. Nesta segunda-feira (09), uma equipe percorreu a calha do Rio Doce, com uma aeronave do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Polícia Militar (Notaer), para localizar moradores e banhistas que ainda não foram informados sobre a chegada da enchente de lama. “Nosso objetivo é preservar vidas, mas, com o trabalho conjunto desenvolvido neste final de semana, acreditamos que a população sofra um impacto mínimo. Estamos catalogando as doações de água mineral e o transporte de carros-pipa e organizando a logística de entrega deste material. Esperamos que a menor quantidade de capixabas seja afetada”, destacou o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Fabiano Bonno.

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