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Mais de duas toneladas de carne imprópria para consumo são apreendidas em Guarapari

Segundo o delegado titular da DEIC, os estabelecimentos levantaram suspeitas por apresentarem preços muito inferiores aos da concorrência, grande movimentação e condições precárias de higiene

Por Nicolly Credi-Dio

Publicado em 4 de setembro de 2020 às 18:43
Atualizado em 5 de setembro de 2020 às 15:11

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Foto: Divulgação

Nesta tarde (04), mais de duas toneladas de carne imprópria para consumo foram apreendidas em Guarapari, durante a Carne Legal, que visa coibir o comércio irregular de carne bovina e os crimes de roubo e furto de gado na região. A operação conjunta foi realizada pela Polícia Civil de Guarapari, por meio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (DIPO), com o apoio da Polícia Militar, do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e da Vigilância Sanitária municipal.

O delegado Guilherme Eugênio, titular da DEIC, afirma que convocou os demais órgãos para a operação diante da crescente de denúncias roubo e furto de gado no município. “Eu pensei que não basta a investigação relativa aos crimes de furto e roubo, pois esse é um processo complexo e demorado, também devemos agir no sentido de interceptar a carne proveniente desses crimes”, relata.

Foto: Divulgação

Assim, a equipe realizou a operação conjunta visitando três estabelecimentos que comercializam carne. Segundo o delegado, o supermercado situado no bairro Portal Clube e os dois açougues no Perocão foram escolhidos pois levantaram suspeitas por apresentarem preços muito inferiores aos da concorrência, grande movimentação e condições precárias de higiene.

O nome dos comércios não foi divulgado mas, de acordo com o delegado Guilherme Eugênio, a situação encontrada nas instalações eram críticas. Dentre os fatores alarmantes, estavam freezers desligados ou sem vidro, ninhos de barata nas proximidades do espaço de conservação, além de ambientes sem mínimas condições de higiene.

Foto: Divulgação

“No supermercado, toda a carne tinha comprovação de origem, mas não eram devidamente refrigeradas, eram expostas a condições sanitárias lamentáveis e foram consideradas impróprias para consumo. Já nos açougues, os possuidores das carnes não apresentaram nota fiscal ou registro junto ao Idaf para criação de gado, nem documentos referentes à aquisição e abate”.

Ao todo, aproximadamente duas toneladas de carne foram apreendidas. Parte dela, considerada imprópria para consumo, será destruída; o restante, seguirá para exame pericial. Caso a investigação comprove que se trata de alimento impróprio para consumo humano, os comerciantes responderão por crime contra a saúde pública.

Em paralelo, a DEIC continua investigando a possibilidade da carne sem comprovação de origem ser oriunda de furtos ou roubos. O delegado titular afirmou ainda o interesse de tornar a Operação Carne Legal periódica, realizando inspeções regulares nos estabelecimentos locais.

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