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Maricultores de Guarapari se preparam para disponibilizar produtos ao mercado

Por Carolina Brasil

Publicado em 22 de setembro de 2019 às 09:00
Atualizado em 20 de setembro de 2019 às 15:54
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Dando continuidade à série especial de reportagens em comemoração aos 128 anos de emancipação política de Guarapari, a matéria a seguir fala sobre um projeto de maricultura localizado na Praia da Cerca.

Equipes se revezam diariamente para o manejo dos animais marinhos cultivados. Fotos: Divulgação

Reunido em associação, o grupo intensificou o cultivo de animais marinhos na Praia da Cerca nos últimos dois anos

Quem chega à Praia da Cerca, em Guarapari, logo nota os equipamentos da fazenda marinha, resultado de um projeto de maricultura implantado em 1999 através de uma parceria entre o Sebrae-ES e a prefeitura. A iniciativa deu origem a Associação dos Maricultores de Guarapari (Amag) que, em 2018 e com duração de dois anos, recebeu apoio da Petrobras/Fucan.

“Nossa atual estrutura é oriunda desse projeto e, desde então, estamos trabalhando no incremento da produção para formar um estoque uniforme e também dominando as técnicas para criação do bijupirá para que possamos entrar no mercado com condições de manter o abastecimento o ano todo. Nossa meta é atingir o mercado local já no próximo verão e depois buscar atender o estado. Estamos em fase de emissão dos licenciamentos necessários e criando condições para caminharmos com as próprias pernas”, destacou Vitor Belini, presidente da Amag.

Atualmente, a associação possui parceria com alguns restaurantes de Guarapari que se colocaram à disposição para testar os cardápios e ver a aceitação dos produtos. Além do peixe, considerado o salmão brasileiro, são cultivados na fazenda o mexilhão (sururu), a ostra gigas e a vieira. O cultivo do molusco, inclusive, é uma novidade em águas capixabas.

Belini explicou que o trabalho na fazenda marinha é diário e feito por 20 famílias associadas que se dividem em equipes e escalas. “As tarefas são feitas por fases e em série. Todo dia tem equipe na água, uma dando continuidade ao trabalha da outra. Ao mesmo tempo, todo o grupo faz os processos completos de produção”.

Entre limpeza, manutenção, alimentação e demais cuidados, cultivar no mar não é tarefa fácil, mas pode ser muito gratificante. Essa é a aposta do associado Vagner Bazílio. “Eu costumava catar o marisco para consumo próprio, quando soube da associação. Invisto meu tempo aqui, trabalhando com dedicação, e acredito que esse é um mercado promissor”.

Qualidade garantida

De acordo com o presidente a Amag, a garantia de procedência é um dos grandes diferenciais da maricultura em relação ao extrativismo. “O organismo que fica na costa está na superfície da água e sujeito a toda poluição sobre ele. Já o de cultivo, como é feito de forma submersa e concentrada, temos como fazer os controles de qualidade tanto das carnes, quanto da água, para disponibilizar apenas produtos de boa qualidade para o consumo”.

Planos para o futuro

A Amag planeja ampliar a maricultura em Guarapari e expandir o cultivo para outras áreas. “Queremos firmar uma parceria com a prefeitura para um projeto de maricultura municipal que, além de outras praias, pode ser expandido para áreas de mangue, ampliando os cultivos como o do camarão, do siri e da ostra nativa, por exemplo. A ocupação do manguezal é a nossa grande expectativa, trazendo a participação dos moradores do entorno, a preocupação deles em proteger o local e de lá tirar o próprio sustento”, finalizou Belini.

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