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Medição das areias monazíticas já está acontecendo em Guarapari

Por Aline Couto

Publicado em 15 de maio de 2019 às 14:33
Atualizado em 15 de maio de 2019 às 14:33
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Duas vezes por semana, voluntários irão permanecer 30 minutos sob as areias da praia da Areia Preta no Centro de Guarapari

Preparação da medição. Foto: Aline Couto.

Após o lançamento do Projeto Areias da Saúde do Espírito Santo, na última segunda-feira (13) em Guarapari, uma pesquisa que visa verificar benefícios das areias monazíticas e das areias normais à saúde em pessoas com osteoartrose de joelho, agora é a vez da prática. No mesmo dia que o projeto foi lançado, profissionais da Universidade de Vila Velha (UVV) também iniciaram a medição dos efeitos das areias monazíticas no joelho dos voluntários na praia da Areia Preta. Hoje (15) os voluntários voltaram à praia para mais uma etapa da pesquisa.

Uma das voluntárias, Eliene dos Santos Silva Pereira, 39 anos, moradora do bairro Barramares, Vila Velha, ficou sabendo da pesquisa através da divulgação no Posto de Saúde local. “Tenho uma dor constante no joelho, aí me pediram para fazer exame de sangue e ontem me chamaram para participar dessa medição. Tenho fé que os efeitos dessas areias possam ajudar no alívio da minha dor”, contou.

Da esquerda para a direita, as voluntárias Eliene dos Santos e Neuza Maria . Foto: Aline Couto.

Outra moradora de Barramares que também está participando da pesquisa é Neuza Maria Alcântara de Souza de 51 anos. “Estou no projeto para melhorar essas dores que sinto no joelho, não aguento nem subir escada. De manhã tenho dificuldades de levantar e me movimentar, por isso fui selecionada. Estou na esperança que vindo aqui eu possa melhorar e me movimentar melhor”, relatou.

O farmacêutico Rennan Belisário faz parte o projeto em Guarapari e irá acompanhar os pacientes na praia da Areia Preta duas vezes na semana. “A principio as visitas serão segundas e quartas-feiras, sempre na parte da manhã, quando houver um novo grupo de pacientes vai ter também as terças e quintas. Os voluntários irão se submeter ao tratamento enterrados por 30 minutos na areia preta em um posicionamento adequado para o projeto, com os joelhos tampados”, descreveu acrescentando que os selecionados têm diagnostico de osteoartrose confirmados após triagem feita por uma junta médica da UVV.

Sobre os moradores de Guarapari não poderem participar da pesquisa, Rennan explicou que é um estudo com pacientes que sejam expostos a radioatividade das areias apenas dois dias na semana por um ano. “Os moradores do município nós não podemos garantir que não serão expostas outras vezes. A pesquisa leva em conta a característica do ambiente como umidade e calor que interferem nos efeitos das areias. Os moradores já são desse ambiente e recebem os efeitos que o próprio que produz. Queremos provar que esse efeito pode ser usado de forma terapêutica para o tratamento de osteorartrose alterando o resultado da doença, buscamos evidencias cientificas para isso. Os pacientes aceitos para o projeto podem ser de Vila Velha, Vitória e Cariacica”.

Engenheiro responsável pela medição, Willians Dias. Foto: Aline Couto.

Willians Dias, engenheiro responsável pela medição, acompanhará cada dia do experimento utilizando o equipamento que ficará ligado para medir e totalizar a radiação do local no dia. “Com isso a gente consegue saber em média quanto cada paciente absorveu naquele dia de radiação para entrar nos cálculos de eficácia do estudo. Dois sensores, laranjas, ficarão ligados para traçar uma boa média e quantificar o total de energia que os voluntários estão absorvendo”.

O engenheiro enfatizou que a ideia central é a regeneração do osso. “A areia preta é rica em tório, um material radioativo que emite partículas de alta energia que quando colide com um tecido mais denso, um osso ou cartilagem, causa microfissuras pontuais no tecido ósseo. Quando acontece, o corpo tem a tendência natural de regenerar, de dentro para fora, de uma forma que o local fique mais forte que antes. Essa regeneração e a qualidade de vida dos pacientes é a nossa intenção. Dessa vez teremos a prova científica inequívoca para provar essa ideia”.

Uma das voluntárias mais animadas era Dona Antônia, uma senhora de 80 anos moradora do bairro João Goulart, também em Vila Velha. “Eu pretende voltar a dançar forró após os benefícios das areias fazerem efeito no meu corpo”.

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