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“Meu pai vai ser a minha referência, não a minha sombra”

Por Glenda Machado

Publicado em 16 de março de 2016 às 22:59
Atualizado em 16 de março de 2016 às 22:59
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fabrício 3

FABRÍCIO com a esposa Renata e a filha Beatriz.

Com a morte do ex-prefeito de Anchieta Edival Petri em setembro do ano passado, seu filho Fabrício ganhou a faixa de sucessor político do pai. Filiado há mais de 10 anos no PMDB, já foi secretário de governo em 2010 e ajudou na elaboração da Agenda 21 e do Plano Diretor Municipal (PDM). Depois de anos acompanhando os bastidores e auxiliando nas campanhas do pai, agora se prepara para sua primeira disputa eleitoral.

Acostumado com rotina de política, presenciou muitas decisões importantes da cidade que eram discutidas dentro de casa ao longo dos três mandatos de Edival. Há seis anos, Fabrício Petri é concursado do Ministério Público. Ele é analista do órgão em Anchieta. Aos 37 anos confirma que é pré-candidato e se ganhar vai assumir a cadeira de chefe do executivo com a mesma idade do pai quando foi eleito pela primeira vez.

Folha da Cidade – Como foi ter o nome cotado para ser sucessor do seu pai na política?

Fabrício Petri – Na eleição de 2012, o meu nome já tinha sido cotado internamente, mas a lei não permitia. Desde o falecimento do meu pai surgiu o desejo da população que eu fosse pré-candidato a prefeito de Anchieta. Mas eu não tinha estrutura emocional naquele momento para tomar uma decisão tão importante.

FC – E quando veio a decisão?

Dias depois eu tive que tomar a decisão mais importante da minha vida. Após ouvir a família, amigos, lideranças políticas e partidárias, aceitei o desafio de representar a população de Anchieta.

FC – Não houve receio de ser uma comoção pela morte do seu pai?

No início, até pensamos, mas com o tempo, percebemos que o desejo dos anchietenses por mudanças irradiava pelos quatro cantos do município. Pesquisas comprovam a nossa aceitação junto à população.

FC – Como o senhor pretende reverter o cenário de incerteza vivido hoje no município com a recessão econômica do país e com a paralisação da Samarco?

Precisamos buscar alternativas para melhorar a arrecadação e promover o desenvolvimento do município, através do turismo, elaboração de um plano para atração de novos investimentos e fomento ao empreendedorismo e ao agronegócio.

FC – A marca do seu pai sempre foi a educação. Qual será a sua bandeira?

Moralizar e devolver os serviços essenciais ao cidadão que hoje são saúde, educação e segurança. Vamos dar continuidade ao trabalho da administração do meu pai que saiu com 95% de aprovação. Mas vou criar o meu modo de governar. A boa gestão do meu pai vai ser a minha referência aliado ao sentimento da população que vê em nós a esperança de uma Anchieta melhor.

FC – Qual foi o maior aprendizado com o trabalho do seu pai?

Honestidade, zelo pela coisa pública e gestão democrática. Ele criou um novo modelo de gestão, referendado pela premiação e certificação de nível estadual e nacional de gestão pública.

FC – E qual a lição que você tira com a experiência dele quando foi preso na Operação Derrama em 2013? Edival passou 50 dias na prisão e chegou a escrever um livro sobre isso…

Fé, ter fé acima de tudo. Meu pai sempre foi fervoroso, paciente, humano. E o mais importante, a consciência tranquila de que estava ali injustamente. Passou aquele momento difícil com o apoio da família e de cabeça erguida porque era inocente, tanto é que o inquérito foi arquivado.

FC – Além do sobrenome, o fato de você trabalhar em uma das instituições em que o povo mais confia dobra, triplica a cobrança da sociedade?

Junto com a responsabilidade de honrar a minha família e honrar a idoneidade do meu trabalho, tenho o compromisso com o meu caráter, com a minha índole, com a educação que recebi. Precisamos moralizar a política, fortalecer a economia, proporcionar dignidade ao povo. Essa foi a linha de trabalho do meu pai e será a minha se for a vontade do povo.

 

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