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Morador de Guarapari denuncia prefeitura por tratamento dado ao irmão acamado

Paciente veio a óbito no dia 5 de julho, após cinco meses acamado. Ministério Público investiga denúncia de desassistência

Por Gislan Vitalino

Publicado em 20 de julho de 2021 às 18:46
Atualizado em 22 de julho de 2021 às 08:42

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Denúncia foi feita à Polícia Civil e ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Um morador de Guarapari fez uma denúncia ao Ministério Público em que alega que a Prefeitura não prestou a devida assistência médica ao irmão José Carlos Mota, que faleceu na primeira segunda-feira do mês de julho (dia 5). José Carlos esteve acamado por cinco meses e não foi acompanhado pela Prefeitura, mesmo após a insistência da família em pedir um acompanhamento mais próximo do caso.

José Carlos sofria de mal de Parkinson e, há cerca de cinco meses, estava acamado com depressão. De acordo com o relato do irmão, o paciente e a família não receberam o devido acompanhamento por parte da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Jabaraí, onde residia.

De acordo com o relato de Domingos Mota Santos, com o passar do tempo que esteve acamado, o irmão passou a apresentar feridas severas que eram acompanhadas apenas por fotos pelos profissionais da ESF. “Quando a família entrou em contato, eles entregaram materiais para curativo e pediram para tirarem fotos, mas a família não tinha o conhecimento em enfermagem que precisa para um procedimento como esse”, contou sr. Domingos.

Ao questionarem os profissionais da Unidade de Saúde, Sr. Domingos foi informado de que os procedimentos estavam corretos e que os profissionais não tinham como ir ao local. “Os médicos da UPA falaram que ele precisava do acompanhamento de um técnico de enfermagem pelo menos uma vez por semana, mas meu irmão ficou mais de um mês sem receber visita”, contou.

A partir do mês de março, a situação do senhor José Carlos Mota passou a se agravar. Em busca de um amparo ao irmão, Domingos procurou o Conselho Municipal de Saúde de Guarapari. “Lá eu tive um suporte muito bom, foi quando as coisas começaram a andar”, contou. Na ocasião os representante do Conselho marcaram uma visita, realizada no dia 9 de junho. A enfermeira da Unidade de Saúde de Jabaraí também estava presente e, segundo Domingos, reafirmou que o procedimento estava correto. “O que eu estava vendo era que meu irmão estava cada dia pior”, lembrou sr. Domingos.

Domingos conta que, apesar de ouvir que o procedimento estava correto, via seu irmão piorar a cada dia.

Na ocasião, a enfermeira da Unidade falou sobre a possibilidade de enviar uma técnica à residência do acamado uma vez por semana, entretanto, não houve tempo viável. No dia 11 de junho, após o quadro se agravar, o paciente foi levado à UPA e logo transferido ao Hospital Jayme dos Santos Neves.

Depois de uma semana, José Carlos é novamente transferido. Desta vez ao Hospital da Associação dos Funcionários Públicos, em Vitória, com quadro de pneumonia grave, anemia grave e desnutrição, vindo a óbito na última segunda-feira (05), por volta de 15h da tarde. “O médico disse que meu irmão tinha chegado em estado terminal e que a questão tinha se agravado principalmente por negligência, pois se tivesse recebido um tratamento adequado, não chegaria ao ponto que chegou”, contou o irmão.

O que diz a Prefeitura?

Nós procuramos a Prefeitura de Guarapari para entender como ocorre o acompanhamento de pessoas acamadas e se o protocolo foi seguido corretamente. A Prefeitura se posicionou com a nota abaixo.

“A Secretaria de Saúde (Semsa) informa que o paciente recebeu todos os atendimentos necessários pela equipe de saúde do município, seguindo os protocolos do SUS. Os relatórios dos atendimentos foram todos apresentados junto à justiça”.

Nós também procuramos saber sobre o andamento da denúncia do sr. Domingos Mota Santos junto ao MPES. A resposta veio através da nota abaixo.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Guarapari, informa que instaurou Inquérito Civil para apurar os fatos. Caso constatadas irregularidades, serão adotadas medidas previstas em lei”.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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