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Mulheres de Guarapari realizam ato em memória de vítimas de feminicídio

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 13 de janeiro de 2020 às 16:01
Atualizado em 13 de janeiro de 2020 às 16:15
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A iniciativa do Coletivo Feminista Mulheres que Lutam foi motivada pela morte de Shirley, assassinada pelo ex-companheiro, na última quinta-feira (09)

O ato em memória de três vítimas de feminicídio, ocorrerá nesta segunda-feira (13). Foto: Reprodução

O Coletivo Feminista Interseccional de Guarapari Mulheres que Lutam realizará, nesta segunda-feira (13), o ato “Nenhuma mulher a menos! Basta de feminicídio”. A concentração se iniciará às 18h, na Estátua do Tigrão, localizada na subida da ponte, no Centro de Guarapari. A ação, motivada pela morte da balconista Shirley Simões, assassinada pelo ex-companheiro, na última quinta-feira (09), também fará memória às vítimas de feminicídio Maria da Conceição, cantora gospel morta em fevereiro de 2019, e Marinalva Castro Santos, auxiliar de serviços gerais vitimada em setembro do mesmo ano.

O ato é fruto da indignação das integrantes do grupo diante dos crimes. “Nós, mulheres de Guarapari, estamos de luto pela perda da vida de mais uma mulher devido ao machismo e ao patriarcado. Shirley, com apenas 31 anos, trabalhadora, mãe, teve sua vida ceifada. Não nos calaremos!”, afirma Emilly Marques Tenório, assistente social, integrante do Coletivo Feminista de Guarapari Mulheres que Lutam e do Fórum de Mulheres do Espírito Santo.

Shirley Simões havia requisitado medidas protetivas em relação ao ex-marido três dias antes do feminicídio. Com o ato, o Coletivo pretende alertar a população e poder público para a urgência de políticas públicas que previnam crimes do tipo. A assistente social explica que o feminicídio é “o assassinato de mulheres que ocorre por serem mulheres em uma sociedade patriarcal, desigual entre homens e mulheres”. E, segundo ela, geralmente são cometidos por parceiros ou ex-parceiros íntimos, “uma expressão fatal da dominação dos homens, que não aceitam o fim do relacionamento, acreditam que detêm a posse da mulher”.

O coletivo convoca a população para o ato que se iniciará às 18h. Foto: Divulgação

Para Kamillan Benevenuto de Souza, servidora pública e idealizadora do coletivo, a iniciativa em memória das vítimas é um esforço para reafirmar que a vida dessas mulheres importam. “Acredito que falo por todas quando digo que precisamos desnaturalizar a violência e a opressão contra a mulher, nos queremos vivas. Ocupar locais públicos, estar nesses espaços gritando por igualdade, principalmente, nos centros, onde circulam diversas pessoas, é reafirmar nosso direito à liberdade, à vida”.

Emilly explica que denúncias anônimas podem ser realizadas pelo 180 e mulheres vítimas de violência doméstica podem ainda procurar a Delegacia da Mulher de Guarapari, localizada na Rua Santo Antônio, número 313, em Muquiçaba. “Além disso, a mulher pode requerer medidas protetivas ao Poder Judiciário, seja na delegacia, na defensoria ou com advogados(as), no Ministério Público. As medidas protetivas independem de representação criminal. Muitas mulheres querem só viver em paz, mas não quer que o ‘companheiro’, o ex, às vezes pai dos seus filhos, responda um processo criminal”, acrescenta.

Texto: Nicolly Credi-Dio

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