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Na era dos cartões, comércio mais antigo de Jabaraí usa a velha caderneta

Por Gabriely Santana

Publicado em 23 de outubro de 2016 às 19:57
Atualizado em 24 de outubro de 2016 às 18:33
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José Gomes dos Santos, conhecido por todos da região como “Zé Barateiro”, chegou em Jabaraí por volta da década de 60. Depois de se instalar na comunidade com um botequinho, o negócio só cresceu. Há quase 40 anos, o comércio que é o mais antigo do bairro, construiu uma relação de confiança e amizade com seus clientes.

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Cláudia mantém até hoje a simplicidade do comércio do seu pai, “Zé Barateiro”. Anotar na cadernetinha só para clientes fidelizados. (Foto: Glenda Machado)

Vítima de um assalto, seu Zé faleceu em 1999, mas o comércio  permaneceu na raiz da família. Hoje, sob a direção da filha Cláudia Mendes, o botequim virou mercearia e material de construção. O negócio cresceu, mas sem perder a essência bairrista. Quer saber como? Vendendo no famoso caderninho!

Muitos comerciantes veem a venda fiado com maus olhos, mas na mercearia de Cláudia a prática ainda é comum. Na era dos cartões de crédito e débito, o comércio mais antigo de Jabaraí mantêm os aspectos típicos das antigas mercearias, dando a possibilidade dos clientes levarem os produtos e ‘pendurarem’ a conta para ser quitada depois.

Cláudia conta que tem mais de 100 clientes, todos registrados em um caderno. Muitos desses clientes têm mais de 20 anos de freguesia e, segundo ela, mesmo com o recurso dos pagamentos serem feitos nos cartões, ela não abre mão de vender fiado. “Não vou deixar de vender para os fregueses mais antigos do nosso bairro”, relatou. Mas ela confessa que a confiança de hoje não é mais a mesma de antigamente. “Eu mantenho os clientes que eu já tinha. Hoje, são poucas as pessoas que eu coloco no caderninho por conta das passadas de perna que a gente leva”, conta.

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A cliente Ana Cláudia tem uma relação de amizade e confiança com o comércio. “Me ajudaram quando eu mais precisei”. Foto: Glenda Machado

Ana Cláudia Teixeira Calisto é garçonete e tem 29 anos. Ela sempre marcou as compras que faz em uma caderneta. De acordo com ela, são mais de seis anos em que ela registra as contas no comércio de Cláudia. “Eu sempre comprei com eles. Teve uma fase muito difícil da minha vida que eu fiquei desempregada e comprar no caderninho me ajudou muito. Chega no final do mês eu vou até o local e pago, nunca teve problema”, garantiu.

Essa relação de confiança para a dona da mercearia é o que a motiva ainda mais em fazer o comércio crescer e ver o desenvolvimento do bairro. “Nós vimos esse bairro crescer. Quando meu pai montou o negócio não existia comércio e hoje podemos ver o quanto Jabaraí desenvolveu. Agradeço a oportunidade de ver isso e de contribuir para o crescimento da nossa comunidade”.

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