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Navio da marinha chegou à foz do Rio doce

Por Gabriely Santana

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 17:49
Atualizado em 27 de novembro de 2015 às 17:49

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O navio hidroceanográfico “Vital de Oliveira” da Marinha do Brasil chegou nesta quinta-feira (26) em Regência, no litoral de Linhares, Norte do Espírito Santo. A embarcação será importante para mensurar os impactos da lama na foz do Doce e litoral capixaba e nela estão técnicos do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e pesquisadores de universidades.

Durante o dia foram realizadas demonstrações das potencialidades do navio, que é a mais moderna embarcação de pesquisa da Marinha do Brasil e se destaca pelo grande número de equipamentos científicos a bordo.

Foram definidas também a malha amostral do monitoramento que será feito por meio dos equipamentos do navio. Serão onze pontos distribuídos na foz do Rio Doce, de forma radial com um ponto centralizado. Além disso será também será feito monitoramento em linha reta mar adentro, da boca da foz até a queda da plataforma continental.

O navio

A presença do Navio da Marinha em território capixaba foi um pleito do governador Paulo Hartung junto ao Governo Federal. O NPqHo “Vital de Oliveira” estava realizando sua primeira missão em Fernando de Noronha e foi deslocado para o Espírito Santo. A embarcação retorna no dia 30 de novembro, pois pode ser que algumas análises tenham que ser feitas em terra. No dia 02 de dezembro, ele retorna para Regência.

O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHO) ‘Vital de Oliveira’ é a mais moderna embarcação de pesquisa da Marinha do Brasil e se destaca pelo grande número de equipamentos científicos a bordo. O propósito é servir como Plataforma Marítima, Laboratório Oceânico e Laboratório Multiuso, sendo empregado prioritariamente em prol do monitoramento e caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas estratégicas. Há 30 equipamentos de ponta na embarcação, entre eles o CTD Rossette para coleta de na água de diferentes camadas e sonares com diversas frequências.

Sobrevoo

No sobrevoo realizado por técnicos do Iema nesta quinta-feira (26) foi identificado que a chamada ‘onda de lama’ deslocou-se aproximadamente 10 quilômetros ao sul, 6 quilômetros ao leste e 22 quilômetros ao norte da foz do Rio Doce. Cabe ressaltar que o deslocamento desta lama recebe influencia do comportamento das ondas e da direção do vento.

Recursos Hídricos

Foi realizada, também nesta quinta-feira (26), uma reunião do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), instância do Sistema Estadual de Meio Ambiente. O encontro, além dos membros do colegiado como irrigantes, sociedade civil organizada, empresas e companhias de abastecimento, contou com a presença também de representantes dos Comitês de Bacia do Rio Doce, dos Pontões e Lagoas, do Barra Seca e da Foz do Rio Doce, do Santa Maria da Vitória e do Guandu, todos da porção capixaba do Doce.

Também estava presente o procurador da Prefeitura de Colatina, Leonardo Souza, assim como o presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH), Paulo Paim.

A ideia era esclarecer a todos sobre as ações que estão sendo tomadas pelo Iema e a AGERH em função da presença da lama de rejeitos da Samarco no Rio Doce e em sua foz, assim como as atividades que vêm sendo feitas pela Samarco e acompanhadas pelo Governo do Estado.

Na ocasião, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rodrigo Júdice, que preside o CERH, destacou a importância da criação de um fundo por meio de negociações com o governo Federal e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo com o intuito de mitigar os danos causados a foz e para a sua recuperação.

“O Comitê do Doce já recebe recursos da Cobrança pelo Uso da Água para serem aplicados em prol de ações na bacia, como tratamento de esgoto, reflorestamento e desassoreamento. Nós reconhecemos o Plano de Recursos Hídricos do Doce já em andamento. O Estado também contribui com o Programa Reflorestar e a ANA com o Produtores de Água, assim como ONGs por meio do Instituto Terra com o Projeto Olhos D’Água. O que temos que pensar é como será a inclusão desses atores no processo de recuperação da foz. Há um interesse coletivo, mas precisamos nos organizar e temos elementos legais para isso”, afirmou

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