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“Nenhuma a menos!”: mulheres se unem contra feminicídios em Guarapari

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 14 de janeiro de 2020 às 15:36
Atualizado em 14 de janeiro de 2020 às 15:36

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O objetivo foi alertar a população e poder público para a urgência de políticas públicas que previnam crimes do tipo

Fotos: Nicolly Credi-Dio.

Ontem (13), ocorreu o ato “Nenhuma mulher a menos! Basta de feminicídio”, organizado pelo Coletivo Feminista de Guarapari Mulheres que Lutam. A ação motivada pela morte de Shirley Simões, balconista assassinada pelo ex-companheiro na última quinta-feira (09), teve início às 18h e contou com a presença de familiares e amigas da vítima.

A concentração ocorreu em frente à estátua do Tigrão, no Centro. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, o grupo de cerca de 30 mulheres rememorou a violência que vitimou Shirley, Marinalva e Maria da Conceição. “Nós do Coletivo Feminista Mulheres que Lutam decidimos fazer esse ato em memória da Shirley e das outras mulheres que morreram na nossa cidade, vítimas do feminicídio. A morte da Shirley chocou a todas nós, porque ela era uma mulher muito trabalhadora, que criava sua filha com muita dignidade e queria apenas ter a liberdade de não continuar em um relacionamento. Infelizmente, ela foi morta por decidir terminar o relacionamento”, explica Bruna Miranda, membro do coletivo.

A iniciativa do coletivo teve por objetivo alertar a população e poder público para a urgência de políticas públicas que previnam crimes do tipo. Segundo Claudia Mozeiro, dona da padaria em que Shirley trabalhava, a amiga havia requisitado medidas protetivas em relação ao ex-marido após sofrer ameaças, três dias antes de sua morte. “Ela não tinha medo, até começar a receber ameaças. As pessoas comentavam que ele estava agressivo, o que levou ela a pedir a medida protetiva”.

Em luto, a filha da vítima compareceu ao ato, acompanhada pelo pai. A ação, que recebeu apoio da Polícia Militar para interditar o trânsito, se encerrou por volta das 20h, no calçadão da Praia do Morro, onde o grupo fez um minuto de silêncio pelas vítimas.

Texto: Nicolly Credi-Dio

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