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Neto faz homenagem à avó falecida nessa segunda em Guarapari

Por Aline Couto

Publicado em 18 de fevereiro de 2020 às 15:49
Atualizado em 18 de fevereiro de 2020 às 17:20

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A homenagem foi feita por Roberto Stocler Simões, à esquerda de boné, filho mais velho de Sônia, primeiro plano da foto à direita, e Ricardo Simões, à esquerda de blusa azul. Fotos: Arquivo Pessoal.

Após o falecimento da avó, Maria Luíza Stocker de Melo, Maíza, como gostava de ser chamada, o neto Roberto Stocler Simões, filho mais velho de Sônia e Ricardo Simões, casal atuante em Guarapari, fez uma última homenagem a ente querida em nome de todos da família.

Mineira de Belo Horizonte, Maíza viveu em Guarapari nos últimos 24 anos de vida. Nascida em 1931, faleceu ontem (17) de insuficiência cardiorrespiratória aos 88 anos de idade. Deixou cinco filhos, 12 netos e seis bisnetos.

Vó Maiza,

Há muito acamada, sofrendo, levando a vida que nunca quis levar, finalmente foi descansar.

Desde cedo nos acostumamos a olhá-la como um padrão de comportamento, e quanto mais conhecíamos do mundo e das pessoas, mais a admirávamos.

Exemplo e inspiração! Ao longo da sua vida travou duras batalhas, sacrificou muito, sentiu na pele a necessidade, mas nunca virou o rosto à luta, nunca se lamentou.

Com suas mãos e sua garra construiu a linda família que hoje tanto a ama, deixando para eles o difícil papel de tentar honrar sua história e seus feitos.

Seu legado fica evidente quando uma de suas bisnetas, de apenas 7 anos, enche o peito de ar e orgulhosamente diz em auto e bom som:“A Biza é igual a mim”!

Para nós, o mais complicado é arrumar uma forma clara e contundente de homenageá-la.

Sempre foi um orgulho para todos que a chamavam de Vó, termo que nunca foi exclusivo dos netos, mas também usado por várias pessoas que com ela conviveram.

Merecer seu carinho e amor era um privilégio e termos podido conviver sob os seus ensinamentos, uma honra.

Mesmo que o tempo faça as lembranças parecerem muito distante, nunca a esqueceremos.

Agora no Céu, deve estar sentada em uma mesa de buraco, rodeada de pessoas com as quais não terá nem um mínimo de cerimônia na hora de corrigir o português ou criticar a aparência falando de sua “jecança” (adjetivo criado por ela e derivado de jeca).

Há muito já sentimos saudades do seu abraço carinhoso e das histórias que sempre tinha para contar (quase nunca inéditas, mas tão prazerosas de ouvir).

A morte por vezes leva da nossa vida as pessoas que mais amamos, mas ela nunca conseguirá tirá-la do nosso coração!

 

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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