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‘O mais difícil é a espera’: mãe relata como foi o processo de adoção do primeiro filho

Por Pedro Henrique Oliveira

Publicado em 9 de novembro de 2022 às 11:47

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‘O mais difícil é a espera’: mãe relata como foi o processo de adoção do primeiro filho
Foto: reprodução/internet

Nesta quarta-feira (09) comemora-se o Dia Mundial da Adoção. A data foi instituída com o objetivo de celebrar e ressaltar a importância do ato de adoção. Segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), atualmente o Espírito Santo possui 114 crianças disponíveis para adoção, enquanto o número de pretendentes passa de 600.

Maria* aguardou cinco anos na fila de adoção até concluir o primeiro processo. Ela conta que a espera é a pior parte do processo. “O mais difícil é a espera, é entrar no portal do Tribunal de Justiça, onde acompanhamos o nosso martírio. Quando cheguei na fila estava em pouco mais de 600, e você vai vendo que as outras pessoas recebem, e não chega o seu, é angustiante. O processo de habilitação para adoção é rápido, o que demora é a criança chegar”, explicou.

“Não entendo muito por que demora, mas a Vara realmente trabalha com agilidade a partir do momento que a criança está disponível e está tudo certo”, completou.

O final, entretanto, vale a pena. Em setembro, Maria e a esposa conseguiram a guarda provisória da primeira criança, mas elas seguem na fila para adoção de mais uma.

Gerando com Coração

Virgínia Silva, que desde 2016 lidera o grupo de apoio à adoção Gerando com Coração, em Guarapari, ressalta a importância do Dia Mundial da Adoção para o engajamento na causa. “Tem o objetivo de chamar a atenção para o assunto e destacar a importância da adoção de crianças e adolescentes. Além disso, prestar apoio às famílias que realizaram a adoção, conscientizando a população sobre o assunto”.

‘O mais difícil é a espera’: mãe relata como foi o processo de adoção do primeiro filho
Virgínia Silva, coordenadora do grupo, mostra o símbolo doa Dia Mundial da Adoção. Foto: Arquivo Pessoal.

O grupo Gerando com Coração realiza um trabalho de informação para pais e mães que veem a adoção como uma forma de constituir uma família. “Durante a pandemia, o grupo ficou trabalhando online. Antes, a gente se reunia bimestralmente, e hoje, estamos voltando aos poucos para as reuniões presenciais”. Virgínia lembra ainda que o grupo é aberto para todos que quiserem trabalhar em prol da causa.

A coordenadora do grupo também destaca a Atitude Adotiva, e chama a atenção para a reflexão sobre o tema. “As pessoas precisam entender que a adoção é um encontro de alma, um encontro de amor terno e eterno entre dois vínculos maternos e/ou paternos com os filhos são de total responsabilidade”, explicou.

Mais informações sobre o trabalho do grupo podem ser encontradas no Instagram: @gaagerandocomcoracao

*A entrevistada preferiu não se identificar.

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