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Onda de assaltos preocupa alunos e diretor do Ifes campus Guarapari

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 6 de outubro de 2017 às 16:52
Atualizado em 6 de outubro de 2017 às 17:04

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por Larissa Castro

Mesmo com o reforço da Polícia Militar em relação à segurança nas proximidades do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) campus Guarapari, alunos que costumam ir a pé até o local, têm relatado frequentes assaltos em horários rotineiros, deixando a direção da escola em estado de preocupação. Apenas nesta semana, três casos foram registrados e o diretor-geral pensa em se reunir com pais, estudantes e o grêmio estudantil, para a realização de uma passeata que chame atenção das autoridades.

Ônibus escolar à disposição para alunos em alguns horários e policiais transitando nas redondezas, não foram medidas suficientes para intimidar os assaltantes. Após uma sequência de roubo, o diretor-geral do campus, Gibson Dall’ Orto, ressalta que o trabalho da PM é feito, mas é preciso outras medidas para evitar que novos casos ocorram. “A situação é assustadora, e o policiamento que a PM pode disponibilizar, não é o suficiente. O correto seria a construção de um posto de vigias, mas enquanto isso não se concretiza, o instituto vai tentar amenizar as ocorrências inserindo mais dois motoristas para cobrirem os horários de transporte dos alunos”.

Os assaltos costumam ocorrer das 16h às 19 horas.

Os horários que mais ocorrem assaltos são das 16h às 19 horas, o diretor vê essa estatística como um desestímulo para os alunos frequentarem às aulas. “Os estudantes são os que mais sofrem em todos os sentidos, pois eles se tornam alvos por não terem opções de transportes particulares como forma de locomoção, fato que os difere dos funcionários. E isso influencia fortemente na frequência de aulas, pois se sentem inseguros. Alguns pedem carona, mas isso não é o correto. A educação não pode ser prejudicada por conta do descaso”, comenta.

O diretor-geral do instituto vai se reunir com pais e alunos para buscar outras alternativas.

Para buscar uma solução, Orto pensa em levar essa realidade para órgãos responsáveis e se reunir com pais e alunos. “Eu como representante escolar, vou solicitar as devidas providências o mais rápido possível. Para evitar a demora, e mostrar que o caso de fato é sério, pais, alunos e o grêmio estudantil pretendem realizar uma manifestação para demonstrar suas revoltas”, finaliza.

Com um trabalho incessante, a PM explica que os casos ocorridos não são de responsabilidade exclusiva dos PMs. “As rondas são feitas com frequência naquela redondeza, mas esses casos que os policiais não presenciam, devem ser investigados, e o trabalho de investigação foge de nossa responsabilidade constitucional. Outras medidas de segurança devem ser tomadas para o bem das pessoas que circulam por ali”, explica Capitão Lourencini, responsável pelo setor de comunicação do 10º Batalhão.

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