
Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, o Ministério da Saúde reforça a importância de conhecer o próprio corpo e ficar atenta a mudanças nas mamas. O câncer nem sempre provoca dor e pode se manifestar de diferentes formas, por isso, alterações que fogem do habitual devem ser avaliadas em uma unidade de saúde. A identificação de uma alteração não significa necessariamente que seja câncer. O diagnóstico depende de avaliação profissional e, quando indicado, de exames complementares.
Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber quando algo mudou, mas não substitui consultas e exames. Ao notar qualquer alteração persistente ou diferente do habitual, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação.
Entre os sinais que precisam de atenção estão caroço na mama ou na axila, mudança no formato do mamilo, retração da pele, aspecto de “casca de laranja”, aumento progressivo do tamanho da mama, ferida ou irritação no mamilo que não melhora e secreção com sangue em um dos mamilos.
O que é o câncer de mama?
O câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células anormais no tecido mamário, formando um tumor maligno que pode invadir tecidos próximos e, em alguns casos, atingir outros órgãos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil e no mundo, embora também possa acometer homens. A doença pode se manifestar de diferentes formas, sendo alguns dos sinais mais comuns o surgimento de nódulos na mama ou na axila, alterações na pele, como o aspecto de “casca de laranja”, mudanças no formato ou tamanho da mama e secreções pelo mamilo.
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Taxa de incidência
66,54 novos casos para cada 100 mil mulheres.
Impacto
É a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil.
Sintomas
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama, a recomendação atual é que os seguintes sinais e sintomas sejam considerados como de referência urgente:
- Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;
- Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;
- Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;
- Descarga papilar sanguinolenta unilateral (secreção com sangue de um único mamilo);
- Mudança no formato do mamilo e retração na pele da mama;
- Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos (Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns);
- Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral (Caroço que aparece e pode ser sentido em apenas uma das mamas);
- Presença de linfadenopatia axilar (Ínguas ou caroços na axila); e
- Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
Como identificar alterações nas mamas?
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As mulheres podem conhecer o próprio corpo e observar suas mamas no dia a dia, reconhecendo suas características e identificando possíveis alterações. A maior parte dos casos de câncer de mama é percebida pelas próprias mulheres, por isso, é importante estar atenta a mudanças que sejam persistentes ou diferentes do habitual.
Além da observação e palpação das mamas, o exame clínico realizado por um profissional de saúde pode auxiliar na identificação de alterações suspeitas. A mamografia também desempenha um papel importante na detecção do câncer de mama, pois pode identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. A indicação e a periodicidade do exame devem considerar a idade, os fatores de risco e as orientações dos serviços de saúde.
*Com informações do Ministério da Saúde