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Para a rede hoteleira, esse foi o pior verão dos últimos 20 anos  

Por Glenda Machado

Publicado em 15 de fevereiro de 2016 às 20:39
Atualizado em 15 de fevereiro de 2016 às 20:55

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hoteleira 1hoteleira 6Em uma reunião de emergência, a rede hoteleira constatou o que muitos sentiram nesse verão: a queda nas hospedagens. Na Praia do Morro, a média de ocupação desta alta temporada ficou entre 55% a 75%. Abaixo do percentual dos últimos anos que ficava entre 85% a 95%. Treze dos 26 integrantes da Associação dos Hotéis e Turismo de Guarapari (AHTG) estiveram no encontro que aconteceu no dia 12 de fevereiro no Porto do Sol.

“Foi o pior verão dos últimos 20 anos. Na Praia do Morro, o top de linha não passou dos 70% de ocupação. No Centro, ficou entre 35% e 52%. Em Meaípe, 35% a 45%. Essa história de que o verão vai encher acabou, precisamos de ações que atraiam os turistas e não que afaste cada vez mais. Só praia não basta, precisamos agregar serviços ao nosso potencial turístico”, disse o presidente AHTG, Renato Andrade.

O objetivo da reunião foi além de fazer o balanço do verão, mas também o de traçar um plano de trabalho de ações para alavancar o turismo na baixa temporada. “Reunimos algumas ideias e vamos apresentar esse plano em nossa próxima reunião marcada para o dia 25. Não podemos mais esperar pelo poder público, temos que nos movimentar. Também vamos procurar os secretários de Transporte, de Meio Ambiente e a Prefeitura”, disse Renato.

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FOTO tirada na segunda de carnaval.

O levantamento mostra que o pico dessa temporada foi na semana do réveillon. Depois, a primeira quinzena de janeiro teve uma queda razoável. Entretanto, o pior índice foi na segunda quinzena quando registrou cerca de 30% a 40% de ocupação. Já o carnaval teve uma melhora, mas nada que se compare com os anos anteriores. A média não ultrapassou os 65% de ocupação.

Renato destaca que os fatores que contribuíram para essa queda são a crise econômica vivida no país, o desastre da Samarco que deixou muitos turistas com medo da lama chegar ao estado, a questão das chuvas. Mas para ele, o principal é a falta de apoio do poder público em divulgar o turismo, promover parcerias com agências de viagens, melhorar os serviços e infraestrutura. Resultado? Um verão que não deixou muito dinheiro na cidade pelo menos para a rede hoteleira.

“Nesse ano vivi uma situação bem diferente dos verões passados. Antigamente, o pessoal ligava para fazer reserva e pagava em dinheiro, no cartão de credito à vista ou 80% no débito. Agora se a gente não parcelasse em 6 vezes ou até 10 vezes, perdia o cliente. Teve hotel com 40 apartamentos que passou o carnaval com 14 quartos vazios. E pousada com 12 apartamentos vazios de um universo de 30”, ressalta a proprietária da Pousada Praia do Morro, Fátima da Fonseca.

De acordo com ela, entre as ações previstas para o plano de trabalho da rede hoteleira está lançar um guia online e impresso voltado para o setor de turismo. “A ideia é fazer um aplicativo para divulgar as atrações que temos além das praias. Também queremos promover eventos na invernada para que o turismo não fique dependente do verão. A nossa proposta, a princípio, é focar na região sul, lugares há 300 km de distância”.

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