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“Parece que vivo no tempo antigo” lamenta moradora em rua sem asfalto

Por Gabriely Santana

Publicado em 3 de dezembro de 2016 às 11:33
Atualizado em 5 de dezembro de 2016 às 16:22
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Ruas sem asfalto, morros e lama trazem transtornos e prejuízos para a comunidade de Santa Mônica

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Ladeira na região conhecida como “buraco quente” é uma das 76 ruas do bairro que precisa de pavimentação. Foto: Glenda Machado

A moradora Santina Ribeiro Sales mora na Rua José Alves na região mais conhecida pelos moradores de Santa Mônica como “buraco quente”, ela é uma das mais de 76 ruas sem asfalto do bairro. Em dias de sol a terra se acumula nos móveis de casa, enquanto quando chove a lama traz sujeira ao chão do quintal e sala.

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Dona Santina e dona Graça reprovam o valão que passa na rua. Foto: Glenda Machado

Segundo Santina, que mora no bairro há 50 anos, a situação sempre foi assim. “Desde que me entendo por gente essa situação é desse jeito. Parece que vivo a 100 anos atrás, no tempo antigo’”, lamenta. Para piorar a situação de Santina, um valão passa em frente a sua casa. Segundo moradores a manilha foi colocada no local por um vereador há uns 10 anos atrás, com a promessa de que o serviço seria feito e logo o asfalto sairia do papel. “Ficamos só na promessa. Essa vala piorou mais ainda a minha situação. Tenho a minha mãe que está acamada e que não tem nem como sair daqui em dias de chuva. Quando essa manilha entope toda a água vem pra minha casa”, desabafou

Enquanto a moradora fazia esse relato, a nossa reportagem flagrou o exato momento em que um carro subia com bastante dificuldade no morro. Os buracos faziam o carro voltar da ladeira, um risco para moradores e principalmente aqueles que tem criança em casa. Esse é o caso de Janaína da Silva França, ela que mora na região há 2 anos não aguenta tanto descaso. “Meu filho sofre com a poeira. Temos que ter cuidado quando deixamos nossos filhos brincando aqui, um perigo um carro como esse perder
o controle”, comentou.

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Flagra: Carro sobe com dificuldade na rua. Foto: Glenda Machado

Mas a “culpa” não é dos veículos, já que a “bagunça” já existia antes deles, conta a dona de casa Graça Generoso. “Quando vem caminhão de móveis nem entra na nossa rua, porque não consegue levar”, relata. De acordo com Denizart Luiz, líder comunitário, essa é uma situação que se repete em várias ruas do bairro. “Esse é o maior clamor da nossa comunidade. Um bairro muito antigo e completamente esquecido pelos nossos governantes. Pedimos que essa nova administração faça isso acontecer”, finalizou.

A Secretaria de Obras disse em nota que nesta gestão foram asfaltadas diversas ruas no bairro sendo estas priorizadas de acordo com as lideranças comunitárias. “Como todos os bairros têm necessidade de patrolamento de ruas e nossos equipamentos são poucos, distribuímos o atendimento entre eles dando prioridade às piores ruas indicadas pela liderança do bairro, recentemente estivemos Santa Monica”.

 

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