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Parto adequado: O que for melhor para a mãe e o bebê!

Por Aline Couto

Publicado em 8 de dezembro de 2018 às 09:00
Atualizado em 7 de dezembro de 2018 às 11:42

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Profissionais do HFA explicam o parto adequado, método aplicado no hospital materno infantil em Guarapari

O HFA – Hospital Francisco de Assis em Guarapari segue a rotina de parto proposta pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) onde existe a recomendação de boas práticas do protocolo de nascimento que visa à segurança da mãe e do bebê. A ginecologista obstétrica do HFA, Letícia Brito, explicou que a adequação do parto é transformar o processo do nascimento em algo seguro. “A paciente é assistida desde a recepção até a alta. Ela tem um lugar para aguardar consulta com os utensílios necessários, como aparelho de ouvir o coração do bebê, de aferir pressão e maca disponíveis”.

Mural da maternidade com dicas e momentos. Foto: Aline Couto.

Drª Letícia explicou que quando a paciente passa pela consulta, ela faz o diagnóstico de estar ou não em trabalho de parto. “Naquele momento, descobrimos se tem alguma coisa alterada que indique que ela tenha que ficar no hospital. Senão, ela é liberada para voltar quando estiver em trabalho de parto. Orientamos sobre os sinais e sintomas de alerta do trabalho de parto, o que faria a paciente retornar de imediato se acontecesse ou a hora ideal de voltar”. Entre os sinais de alerta estão, contrações, liberação do tampão mucoso, rompimento de bolsa, interrupção dos movimentos do bebê, deslocamento de placenta, perda de líquido, sangramentos e pressão alta.

Quando a gestante é diagnosticada em trabalho de parto, é o momento de se criar um vínculo da mesma com a maternidade. “A paciente conhece a sala de parto adequado com todos os equipamentos disponíveis. Explicamos que ela não deve ficar imobilizada, pelo contrário, precisa agachar, andar, tomar banho, se alimentar e até dançar se quiser”, disse a obstetra.

A médica acrescentou que a princípio todos os partos são normais, os partos cesarianos serão somente quando houver indicação médica. “Essa recomendação tem o intuito de evitar cirurgias desnecessárias, que podem gerar riscos para a mulher. Enquanto o parto normal é uma forma natural para ganhar o bebê. Existem apenas quatro indicações para partos cesarianos absolutos, bebê transverso, prolapso de cordão, placenta prévia e descolamento de placenta”.

Visita da gestante esclarece dúvidas e orienta as grávidas do município a partir de 37 semanas de gestação. Foto: Aline Couto.

Hoje em dia, a gestante pode parir na posição que desejar, sentada, em pé, no chuveiro e até agachada. “O parto humanizado é respeitar a mãe e o bebê. Após o parto, pelo menos uma hora o bebê tem que ficar no colo da mãe, aprendendo a mamar e a vivenciar esse primeiro contato. Os cuidados iniciais devem ser feitos no colo da mãe e com a participação da família. O colostro é o primeiro leite, e o que vai gerar imunidade para o recém nascido, o fazendo saudável e imune a várias doenças. Isso é adequação do parto. O corpo da mulher é preparado para parir, temos que respeitar a mãe e o bebê, à hora e a evolução fisiológica do parto. A equipe multidisciplinar é muito importante nessa hora”, descreveu a obstetra.

A enfermeira obstétrica e coordenada da maternidade, Thais Ferreira, faz coro com a Drª Letícia e diz que se mãe e bebê estiverem bem, a primeira opção sempre é pelo parto normal, pelos benefícios que proporciona a mulher. “A gestante interna em trabalho de parto e é encaminhada para a sala PPP (pré parto, parto e pós parto). Não tem como definir o tempo de trabalho de parto e a sua evolução, é fisiológico. Tentamos sempre evitar intervenções para que seja o mais natural possível, além de todo o trabalho ser monitorado. O coração do bebê, a pressão, o toque, os sinais do trabalho e todo o processo são acompanhados, e sendo informados a mãe de acordo com as avaliações. É importante sempre respeitar o tempo da mulher e do bebê”.

Thaís ainda contou que o HFA tem uma à parceria com o município para quando a grávida completar 39 semanas de gestação passar a ser acompanhada pela maternidade até o parto. “O obstetra avalia a história da gestação e do pré-natal para saber como anda a gravidez, se tem alguma doença ou algo que possa influenciar na hora do parto. Além de ir pensando na melhor forma de parto para a paciente”, disse a enfermeira lembrando que essa parceria inclui a visita da gestante onde o HFA passa informações, esclarece dúvidas e orienta as grávidas do município a partir de 37 semanas de gestação.

“Não agendamos cesárea, só caso de urgência”, enfatizou a coordenadora falando que o hospital segue a rotina de 41 semanas e cinco dias para a evolução do trabalho de parto. “Não havendo evolução, internamos para discutir e definir se a indução com medicamentos será feita ou é indicação de cesárea. A primeira opção é sempre pelo parto normal, mas o trabalho de parto é uma caixinha de surpresas”.

Foto: Karol Felicio – Fotografia de Parto.

Segundo a enfermeira, técnicas não farmacológicas de alívio da dor são alternativas usadas durante o trabalho de parto, como banho morno, utilização da bola de pilates, cadeira cavalinho, massagem, dança, música e caminhada.

“O parto realizado será o possível, normal ou cesárea, e o que for decidido será conduzido com humanização. Independente da via de parto, estamos preparados para receber a mulher e a criança da melhor forma possível. Todo trabalho realizado é para que a gestante tenha uma experiência boa nesse momento tão esperado”, finalizou Thaís.

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