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Peixaria clandestina: falta de higiene, tráfico e consumo de drogas no Centro de Guarapari

Por Joao Thomazelli

Publicado em 28 de abril de 2017 às 17:25
Atualizado em 28 de abril de 2017 às 17:25
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Restos de peixes pelo chão, cascas de camarão podres jogadas em um canto, tábuas para limpeza de pescado sujas, peixes secos expostos sem nenhum tipo de proteção contra contaminação externa… Cenas como estas são vistas a qualquer hora do dia às margens do canal de Guarapari em uma “peixaria” clandestina.

Os padrões de higiene são mínimos. Para piorar, frequentadores da região, seja trabalhador ou pessoas que usam o canal para pescar, denunciam uso e tráfico de drogas por alguns dos supostos vendedores de peixe.

“Tem dia aqui de manhã que o cheiro de maconha é tão forte que não dá para ficar. Incomoda muito e eles fumam sem nenhuma preocupação. Não é todo mundo ali não. A maioria que trabalhar mesmo, mas tem uns que compram uma caixinha de peixe de manhã e passam o dia todo vendendo droga. O peixe é só para disfarçar. Isso acaba prejudicando os que estão tentando trabalhar na honestidade”, conta um morador da cidade que parou de pescar na área por causa do movimento “estranho” que viu acontecendo mais de uma vez.

A feira de pescados fica ao ar livre e sem nenhum tipo de higiene. Venda e consumo de drogas também foram identificados na área. Foto; João Thomazelli/Folha da Cidade

A feira de pescados fica ao ar livre e sem nenhum tipo de higiene. Venda e consumo de drogas também foram identificados na área. Foto; João Thomazelli/Folha da Cidade

“Já até parei para tentar comprar peixe ali, mas quando vi a higiene no local, desisti. Sei que estão tentando trabalhar, mas é muito sujo e perigoso para o consumidor. É um perigo para a saúde pública”, alertou a técnica em enfermagem Patrícia Fernandes da Costa.

A prefeitura confirmou que a venda de pescado naquele local é irregular e os vendedores não têm licença para trabalhar no local. A administração municipal disse ainda que está planejando uma ação conjunta entre secretarias para enfrentar o problema.

“A comercialização de pescados naquele local ocorre de forma irregular sem nenhum tipo de licença ou condições sanitárias adequadas. A Secretaria de Fiscalização já articula ação conjunta com a Secretaria da Saúde e Secretaria de Agricultura, Pesca e Expansão Rural para notificação e retirada dos que se encontram de forma clandestina. No que diz respeito aos relatos de uso e venda de drogas em plena luz do dia, tal denúncia deverá ser repassada à Polícia Civil e Polícia Militar”, explicou a Secretaria de Comunicação.

A Polícia Militar, através do subcomandante do 10º Batalhão, major Bezerra, informou que o problema de tráfico na região é conhecido. “O entorno do mercado municipal é de intenso conflito social. Setores de investigação da polícia já identificaram movimentações neste sentido e há um trabalho constante na região”, explicou o major.

 

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