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Por que o disque silêncio de Guarapari não funciona?

Por Gabriely Santana

Publicado em 11 de dezembro de 2015 às 18:00
Atualizado em 11 de dezembro de 2015 às 18:00

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Ter vizinhos barulhentos é (quase sempre) um problema. Em especial quando se mora em apartamento ou casas próximas a estabelecimentos comerciais. Quando a política da boa vizinhança já não basta e as reclamações individuais são insuficientes, chega a hora de apelar para instâncias maiores, ou seja, o disque-silêncio da sua cidade ou até mesmo o atendimento policial. Mas o que fazer quando o número de reclamação não funciona?

Foi o que aconteceu com a dona Julia de Melo Campos Furtado, 78, moradora do bairro Santa Mônica que não consegue dormir por causa de um bar ao lado de sua casa. Segundo ela as suas noites de sono, depois que o bar começou a operar, nunca mais foram as mesmas. “Escolhi Guarapari para viver os anos de vida que Deus me deu. Mas infelizmente há meses não posso ter minhas noites de sono dormidas por causa desse bar. E o pior de tudo é que o disque-silêncio não atende”, disse indignada.

Dona Júlia, também apelou para a polícia, mas ficou com medo na hora de se identificar. “Eu liguei para a polícia e eles até foram bem atenciosos comigo. O problema é que queriam vir ao local e eu teria que me identificar. Fiquei com muito medo”, completou. Atualmente, o município possui o número (27)99905-6397 que atende nos horários das 12h às 18h (de segunda a quarta), 12h às 00h (quinta e sexta) e também de 18h as 00h (sábado e domingo). Mas parece que o atendimento não está acontecendo da forma que deveria.

O Folha da Cidade foi fazer o teste para saber se o sistema do disque-silêncio de Guarapari está realmente inoperante. Foram três tentativas: No dia 2 de dezembro às 12h e às 18h, dia 3 de dezembro às 15h30 e no dia 9 de dezembro às 18h. Ligamos para o número que atende no horário comercial, mas as mensagens eram sempre as mesmas. Ou chamavam até cair, ou o telefone se encontrava indisponível e fora da área de cobertura.

Apesar dos testes e falhas no atendimento, comprovados pela equipe de reportagem, entramos em contato com a Secretaria de Comunicação, no dia 10 de dezembro, que confirmou que o serviço está em total funcionamento. Finalmente, no dia 11 de dezembro, um dia depois do contato com a Prefeitura, a reportagem conseguiu falar no disque-silêncio que informou que o atendimento acontece em esquema de plantão. “Não temos fiscais durante a noite, por isso solicitamos que as pessoas liguem para o 190”, disse a subgerente do disque-silêncio, Isabela Elisandra.

Ao questionarmos o porquê dos atendimentos não acontecerem no período da noite, o secretário interino de Meio Ambiente do município, Afonso Rodrigues, disse que o disque-silêncio está operando em fase de contenção de gastos, mas que irão aumentar o atendimento para o verão. “Atualmente temos apenas dois fiscais operando e a demanda é muito grande para o município. No verão vamos estender o horário de plantão para melhor atender os turistas e moradores”, disse.

Segundo o órgão responsável, sempre que acontece uma denúncia, o emissor é notificado a cessar ou reduzir o som e, caso haja reincidência, poderá ser interditado e autuado (multa). As multas aplicadas em decorrência da emissão de ruídos variam de R$ 993,48 a R$ 165.580,00.

HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO (DISQUE SILÊNCIO)

TEL: (27)99905-6397
-12h às 18h (segunda à quarta);
-12h às 00h (quinta e sexta);
-18h às 00h (sábado e domingo).

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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