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Praia da Cerca: muro de arrimo cede e moradores esperam reparos há oito meses

Por Glenda Machado

Publicado em 20 de novembro de 2016 às 11:45
Atualizado em 20 de novembro de 2016 às 11:48
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De um lado, uma verdadeira arte da natureza. Do outro, o descaso do poder público. Há oito meses, esse é o cenário da Praia da Cerca. O muro de arrimo cedeu com a resseca do mar em março e a situação piorou com as últimas chuvas. No ponto mais crítico, tem um poste bem na área que foi danificada com risco de cair a qualquer momento. Isso faltando menos de um mês para a alta temporada, quando a cidade recebe milhares de turistas.

“Além do risco dos banhistas se machucarem também prejudica o turismo, porque a sensação é de abandono. A gente junta alguns pedaços de cimentos, porque está tudo quebrado e tenho medo das crianças se machucarem, caírem no buraco, mas ninguém toma providências. Vão esperar o pior acontecer. Esse poste vai cair, porque está tudo oco por dentro do chão”, desabafou a proprietária de um dos quiosques da orla, Helena Inamoto.

A turista mineira Ana Lú, de Ponte Nova, disse que ficou encantada com a praia. Mas frisou que se estivesse com crianças, iria procurar outra orla. “Dá medo, temos a impressão de que está inseguro. Eu ia ficar no quiosque, mas como parece que vai cair, preferi ficar na areia e longe do muro de arrimo. A beleza e tranquilidade da praia valem o risco. Mas se eu tivesse filhos, por exemplo, jamais ficaria aqui”.

O abandono, na verdade, é mais antigo segundo a presidente da Associação dos Moradores, Fátima Fonseca. Segundo ela, o projeto era revitalizar a orla junto com a reurbanização da Praia do Morro. “Em 2009, começaram com as demolições dos quiosques, mas quando chegou aqui três dos oito quiosques conseguiram manter sob liminar judicial. Desde então, a praia não recebeu nenhuma melhoria nem manutenção”.

E os problemas se estendem à noite, quando o local vira ponto de encontro de usuários de drogas e dormitório para os moradores de rua. “É lamentável, uma praia linda, bucólica, com alto potencial turístico tanto de dia como de noite, totalmente abandonada. A iluminação à noite é precária, a prefeitura tinha que fazer manutenção até que se resolva o impasse judicial”.

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Helena, proprietária de um dos quiosques da orla, e Fátima, presidente da Associação de Moradores, pedem reparos à prefeitura.

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O que diz a prefeitura?

Quanto aos problemas do muro de arrimo, a prefeitura informou por meio da assessoria de comunicação, que “a Secretaria de Obras já entrou em contato com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para ação conjunta. O órgão entrará em contato com a municipalidade para viabilização”.

No entanto, não há previsão de projeto de reurbanização da orla. “A demolição dos quiosques se deu por ação da Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Os quiosques que ainda restam estão amparados sob efeito de liminar judicial. Vale registrar que a municipalidade não possui a cessão da área da Praia da Cerca, não havendo previsão para intervenções”.

Já a reclamação da iluminação foi direcionada ao Setor de Iluminação Pública da Codeg. E informou ainda que a “Praia da Cerca é coberta por três profissionais do salvamento marítimo. Para a alta temporada há previsão de reforço de mais três profissionais”.

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