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“Quando fazemos o bem é que Jesus nasce de verdade no coração das pessoas”

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 9 de janeiro de 2015 às 13:56
Atualizado em 7 de setembro de 2016 às 13:31
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O fim de ano, infelizmente, virou uma época de estresse e não de demonstração de amor. Em vez de curtir esse momento de folga dos estudos e trabalho com as pessoas queridas, a maioria está preocupada apenas com o material e o que é supérfluo. Como usar o dinheiro do 13º salário, quais presentes ganhar ou receber, como será o sorteio do amigo secreto do trabalho, da academia, da escola ou faculdade… Ah! E ainda existe a ceia do Natal e a do Reveillon! Assim, resta Padre Pierre (2)pouco tempo para reflexão e partilhar sentimentos positivos com familiares e amigos, e menos ainda quando se trata de doar carinho e atenção às pessoas carentes.

Para reascender a chama da solidariedade, tão valorizada por Jesus Cristo em seus ensinamentos quando esteve nesse mundo pela primeira vez, o Jornal Folha da Cidade conversou com o Padre Pierre, responsável pela Paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Perocão. Ele relembrou pontos importantes sobre essa época e também explicou como transformar esse sentimento em uma rotina, não ficando restrita a apenas um mês ou poucos dias no ano. FC: O que o final de ano significa? Padre Pierre: Estamos no Advento, um momento de expectativa e também de espera. Na História da Salvação, Deus tinha falado pelos profetas ao povo de Israel que iria restaurar a unidade do povo e também a Paz. Era um tempo apenas de expectativa, mas não havia data nem sinal. Era só esperar e confiar. Hoje Jesus já nasceu, vindo tanto para o povo de Israel como para todos os povos. Trata-se de um marco sem igual na História da Humanidade mesmo para que os que não seguem o Cristianismo. Um exemplo é a contagem dos anos que é dividida em Antes e Depois de Cristo. O Natal é um momento em que Jesus renasce nas culturas dos povos. E as pessoas cultivam a esperança de viver um tempo novo, com tudo melhor. Isso vale para a vida familiar, afetiva, econômica, política. E nós, cristãos, também esperamos uma nova vinda de Cristo, que do mesmo jeito que aconteceu no passado, não deixou data marcada. Por isso temos que confiar e trabalhar. FC: O que é o mais importante a se fazer nessa época? Nesse tempo existe uma cultura que ultrapassa o campo da religião. É tempo de férias, quando a família faz todos os esforços para se reunir e confraternizar. Por isso, é o momento de colocar pensamentos, desejos, projetos e sonhos da família em comum. De dialogar com o próximo no sentido de descobrir as intenções de cada um. É tempo de ter contato, trocar experiências, ajudar e corrigir. FC: Mas como resgatar os valores familiares que estão tão frágeis hoje em dia?

As pessoas cultivam a esperança de viver um tempo novo, com tudo melhor. Isso vale para a vida familiar, afetiva, econômica, política”

Essa é uma época de muita violência, e quem mais sofre é a juventude. A maioria das mortes por arma de fogo ou no trânsito acontece com os jovens. E isso acontece, principalmente pela falta de aconselhamento. É hora então de aproveitar essa época para aconselhar e acolher aquele jovem que não está seguindo o caminho correto. Sem apontar o dedo, mas mostrando a direção que ele deve seguir. Uma boa atitude para quebrar o gelo é perguntar como você pode ajudar. FC: E o exercício do amor ao próximo? Como fazê-lo? Sobre a caridade, temos que considerar o exemplo dos Reis Magos, que deram presentes ao Menino Jesus logo que ele nasceu. Hoje, a partir dessa experiência, podemos demonstrar a solidariedade não apenas com a família, mas com os mais carentes. Existem muitas campanhas com esse foco, de doação de mantimentos, roupas e até material de construção, mas ainda é muito pouco diante da realidade dos que mais precisam. FC: Mas isso não pode se restringir apenas ao final do ano, não é verdade? Sim, o momento proporcionado pelo Natal é importante, mas o ideal é que seja permanente. Que aqueles que são mais providos, ajudem os desprovidos, mas sem criar dependência. Fica o convite para que cada um olhe o ser humano em primeiro lugar, sem dar importância às diferenças de raça, cor, religião, gênero ou classe social. É quando fazemos o bem que Jesus renasce no coração das pessoas. Esse é o Natal de verdade.

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