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Quatro bairros somam mais de 50% dos casos de violência doméstica em Guarapari

Por Gabriely Santana

Publicado em 25 de novembro de 2016 às 14:15
Atualizado em 25 de novembro de 2016 às 14:27
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Um mapeamento do 10º Batalhão de Guarapari apontou que os bairros Santa Mônica, Muquiçaba, Praia do Morro e Centro tiveram os maiores números de vítimas de violência doméstica, em Guarapari, neste ano. De acordo com os gráficos mostrados na reunião da Patrulha da Comunidade, nesta quinta-feira (24), em Santa Mônica, os quatro bairros têm juntos mais de 50% do total de notificações do município.

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Capitão Lourencini explica os números. “A nossa abordagem tem um papel importante para trazer a sensação de segurança à mulher”, disse.

O relatório soma o número de vítimas que receberam visitas tranquilizadoras da Polícia Militar. São consideradas notificações em que há suspeita ou confirmação da violência física, sexual, psicológica e negligência. No acumulado de janeiro deste ano até o dia 15 do mês de novembro foram somados 308 visitas a mulheres em toda a cidade. Destes, 36 ocorreram em Santa Mônica, seguido do bairro Muquiçaba com 35 visitas. Praia do Morro alcançou 32 casos e Centro 28.

Segundo o Capitão Lourencini, o diagnóstico é compatível e vivenciado nas visitas que acontecem na Patrulha da Comunidade. “Realizamos as visitas sempre que nos é solicitado. A nossa abordagem tem um papel importante para trazer a sensação de segurança à mulher. Ao final da visita entregamos um questionário de avaliação que tem um campo que pergunta se ela quer a nossa visita novamente. A maioria responde que sim”, disse Lourencini.

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Gráfico mostra o ranking dos bairros mais afetados pela violência doméstica.

A informação dessas mulheres também é um fator determinante para o aumento no número de denúncias. Até dezembro do ano passado, de acordo com a Delegacia da Mulher de Guarapari, o bairro Praia do Morro estava em primeiro lugar no número de ocorrências. Já neste ano, Santa Mônica liderou tanto o ranking de casos de violência quanto o número de visitas tranquilizadoras. “Percebemos que o número de denúncias está totalmente ligado ao grau de instrução. Quanto mais informação a mulher tem, mais encorajada ela fica para denunciar e tomar alguma atitude”, explicou Dra. Cândida Franklin, presidente do Conselho Municipal da Mulher.

Números de violência são alarmantes

Os números em Guarapari assustam: Em 2014 foram 402 inquéritos, já em 2015 mais 510 e até fevereiro de 2016 mais 82 casos. No Sudeste, foi a 10ª causa de inquéritos e no Espírito Santo foram registrados 1.590 boletins de ocorrência de agressão contra a mulher. A informação é da Promotora de Justiça e coordenadora do subnúcleo de violência doméstica do Ministério Público em Guarapari, Dra. Claudia R. Santos. Segundo a promotora, somente no ano passado foram instaurados 510 inquéritos de ocorrência de agressão contra a mulher, mais da metade do quantitativo total.

Mesmo com números expressivos, os dados mostram que a Lei Maria da Penha está sendo efetiva ao permitir o rompimento do silêncio da vítima e conscientizar a sociedade de que a violência contra a mulher é um problema público e uma questão que envolve a todos. “A Lei Maria da Penha está cada vez mais cumprindo o seu papel de descortinar a violência contra a mulher e permitir que as vítimas tenham acesso à Justiça. Esses números não devem ser interpretados como aumento da violência, mas sim como o aumento das notificações de violência”, explica a promotora, que também integra o Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (Nevid) do Ministério Público do Espírito Santo.

A delegada Francine Pargimani, da Delegacia da Mulher em Guarapari, diz que a mulher procura a delegacia para ser ouvida, mas nem sempre registra ocorrência. “Temos todo um atendimento de aparato psicológico, assistente social, advogado”, afirmou. A delegada ainda relata que 90% dos casos têm envolvimento com uso de drogas e álcool. As principais causas de denúncia são: ameaças, vias de fato (quando não deixa marca) e lesão corporal. Os bairros de maior incidência são os da periferia, como Kubistchek, Adalberto Simão Nader, Bela Vista e Santa Mônica.

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