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Rotativo: eterno jogo de empurra das responsabilidades

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 5 de janeiro de 2018 às 13:00
Atualizado em 5 de janeiro de 2018 às 11:58

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por Aline Couto

O sistema rotativo de estacionamento causou uma “confusão” entre a população e seus órgãos reguladores. A cada nova conversa com a Polícia Militar, a Prefeitura de Guarapari e os funcionários do rotativo, a comunicação não se encaixa. São sempre três declarações diferentes.

PMs e fiscais da prefeitura notificaram 21 motoristas.

A Prefeitura, através de sua assessoria, respondeu a um e-mail enviado pela redação do folhaonline.es descrevendo sobre a responsabilidade da multa do não pagamento do rotativo. “A Secretaria Municipal de Postura e Trânsito (Septran) informa que quem multa é a polícia, inclusive isso já acontece no município conforme o Código Nacional de Trânsito. As multas não são somente relacionadas à estacionamento irregular, mas sim a todo e qualquer ato infracional no trânsito de Guarapari. No caso do rotativo o funcionário vai utilizar o 190 e aguardar a chegada da viatura. A fiscalização relacionada às multas é feita pela Polícia Militar e a fiscalização do serviço de rotativo é feita pela Septran”.

A Polícia Militar se manifestou através do Tenente Coronel Pessanha, que informou que as irregularidades ligadas ao estacionamento pago em vias públicas, não é prioridade da PM. “Com relação ao rotativo, a polícia só vai agir em momento de flagrante, caso uma viatura seja parada pelo funcionário ou se passar no momento exato do ocorrido e também se mantiver o motorista aguardando a chegada dos PMs após ligação do 190. Nós temos muito trabalho para fazer sempre pensando na segurança do município, o rotativo é outra situação, não é problema da Polícia Militar”.

Na tarde de ontem (04), no Centro da cidade, 21 carros foram notificados por policiais militares e fiscais municipais. De acordo com o supervisor do rotativo, Welver de Almeida Castilho, muitas pessoas, inclusive, lojistas se recusam a pagar a cobrança do estacionamento e por isso, foi feita essa “ação”. “Estamos fazendo tudo dentro da lei, mas precisamos chamar a polícia porque eles disseram que não iriam pagar de jeito nenhum”.”

Mas contradizendo a fala do responsável pela Vaga Ativa, a Septran esclareceu que o trabalho é rotineiro. “A Secretaria Municipal de Postura e Trânsito informa que não foi uma ação, o acompanhamento por parte da fiscalização sempre será realizado para verificar como o serviço está sendo prestado e até mesmo para orientação dos motoristas que se recusam a pagar”.

A Polícia Militar também negou que seus homens tenham participado de um trabalho exclusivo. “Pode ter sido uma ação pontual, mas não houve nada preparado para o rotativo. Nem pretendo fazer nada neste sentido”, explica Pessanha.

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