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Rotativo ou flanelinha: motoristas ficam sem ruas de escape à cobrança

Por Glenda Machado

Publicado em 30 de março de 2016 às 23:16
Atualizado em 30 de março de 2016 às 23:16
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Enquanto isso, ruas onde têm a cobrança estão ficando vazias…

“Eu parei o carro, procurei o agente, não achei, esperei uns cinco minutos e nada. Então, fui fazer o que tinha que fazer, porque na correria de hoje não tem como ficar esperando. Acho que o serviço dele é cobrar tem que estar atento e visível. Quando voltei, uma multa de R$ 10. Achei o cúmulo. Não fiquei nem uma hora e tive que pagar pela incompetência dos outros. Por que não colocaram parquímetro então ao invés de agentes?”. Esse é o relato de uma comerciante do Centro. Mas ela não está sozinha, não faltam reclamações pelas ruas acerca do rotativo. Depois das 17h, os motoristas dizem que os fiscais simplesmente somem…

Funcionando desde o dia 4 de janeiro, as pessoas ainda não se acostumaram com o processo e uma cena que era rara ficou comum: muitas vagas pelas ruas do Centro. Mas enquanto as vias que têm a cobrança estão vazias, as ruas de escape estão cheias. O problema, segundo os motoristas, é que se por um lado você “foge” do rotativo, por outro se depara com os “flanelinhas”. E se o rotativo não está faturando como imaginava, os “vigias” de carro também contam que tiveram queda de 50% no lucro.

“Antes do rotativo eu tinha o meu ponto aqui na Rua do Bradesco. Tenho clientes de anos, que inclusive deixam a chave do carro comigo para limpar. Agora além da gente competir com o rotativo, muitos não estão mais vindo de carro. E os que fogem da cobrança, vindo para essas ruas aqui de trás, acham ruim quando a gente pede uma ajuda. Antes eu tirava de R$ 50 a R$ 100 por dia, agora tiro de R$ 20 a R$ 30. Eles cobram um dinheirão e nem limpam o carro, nem vigiam, nem se responsabilizam por nada”, conta o flanelinha que não quis ser identificado.

Mas nem todos entendem quando um motorista se recusa em pagar. Uma jornalista estava sendo intimidada por um flanelinha na Rua Sônia C da Silva. Apesar de não ter a cobrança do rotativo, a ameaça fez com que a mulher procurasse outra rua de escape. “Fiquei com medo, porque saio tarde do serviço. Ele chegou a falar que ia conseguir o dinheiro nem que fosse à força”.

Depois disso, ela passou a estacionar no Morro da Igreja. No local também tem flanelinhas, mas diz que até agora não houve tormento. “Não temos alternativa, porque é inviável financeiramente pagar o rotativo. Trabalho de segunda a sexta, das 13h às 20h, seria R$ 176 de rotativo por mês. E eu ainda teria que sair do serviço para trocar o carro de vaga, já que o tempo máximo é 4 horas”.

Vinte moradores já conseguiram a isenção no Centro

Vinte moradores que moram em prédios ou casas sem garagem já conseguiram a isenção do pagamento de acordo com dados da prefeitura. O decreto 003/2016 estabelece que a credencial deve ser renovada anualmente. Ainda explicou que 36% do dinheiro arrecadado com o rotativo são repassados para o Fundo Municipal de Trânsito e Transporte. E só pode ser usado em melhorias em vias urbanas.

Extorsão é crime

Quanto aos flanelinhas, a polícia militar informa que intimidação e ameaça neste caso são caracterizados como delito de extorsão cuja prisão é feita em flagrante com pena prevista no Código Penal. Além de quatro a dez anos de reclusão ainda paga multa.

Multa de R$ 10 está prevista na lei

A Vaga Ativa, concessionária do rotativo, explica que o horário da cobrança é das 8h às 19h de segunda a sexta, mas que às 18h30 já começam a retornar para a empresa. Em vias sinalizadas, o condutor deve se dirigir a um dos agentes devidamente uniformizado e identificado para comprar a quantidade de tempo que pretende ficar na vaga cujo tempo de tolerância é de 5 minutos.

Ainda destaca que a segunda via do tíquete emitido pelo tablet do agente deve ficar visível no veículo. Só serão notificados os condutores que estiverem estacionados por mais de cinco minutos sem o tíquete ou com tempo vencido. Neste caso terá o prazo de 24 horas para se regularizar junto ao agente ou na sede da empresa pagando uma tarifa de R$ 10 chamada de “pós-utilização”.

E informou que não está previsto no decreto que rege a concessão dos serviços a instalação de parquímetro, mas sim agentes. São cerca de 60 agentes em 19 ruas. “Se tivesse parquímetro, as pessoas teriam que ir até o equipamento para fazer o pagamento e retornar ao veículo para colocar o tíquete. Em Guarapari, precisa ir até o agente. Todos os procedimentos que seguimos estão na legislação”, diz a assessoria da empresa.

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