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Samarco presta esclarecimentos sobre supressão de vegetação em Anchieta

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 21 de abril de 2019 às 13:00
Atualizado em 18 de abril de 2019 às 10:11
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Árvores plantadas na década de 70 em, aproximadamente, 30 alqueires serão retiradas do entorno das comunidades de Belo Horizonte, Mãe-Bá, entrada de Goembé.

O vereador Zé Maria (ao centro de camisa listrada) é morador do local onde haverá supressão de vegetação em Anchieta. Foto: Câmara de Anchieta.

Representantes da Samarco Mineração estiveram na Câmara Municipal de Anchieta para prestarem esclarecimentos sobre a supressão de vegetação de eucalipto no entorno das comunidades de Belo Horizonte, Mãe-Bá, entrada de Goembé. As árvores plantadas na década de 70 em, aproximadamente, 30 alqueires de terra serão retiradas do local.

Um dos parlamentares da Casa, vereador Zé Maria, morador da região, questionou se a empresa irá instalar no local uma carvoaria. O vereador alegou que a comunidade de Belo Horizonte, que é dividida pela Samarco, não foi ouvida.

A analista de relacionamento institucional da Samarco, Priscila Machado Malafaia da Mata Campos admitiu o erro da mineradora em não dialogar e pediu desculpas. Ela esclareceu que somente dois caminhões por dia irão circular no local, utilizando a estrada de Belo Horizonte – Condados, acesso pela rodovia do sol.

Segundo o coordenador de Meio Ambiente da mineradora, Rodrigo Cristeli de Andrade apesar de muito se falar sobre a fazenda Ponta Ubu, que tem 240 hectares de eucalipto, apenas parte da área será suprimida de forma bem gradativa, para causar o menor impacto possível aos moradores da região.

Zé Maria voltou a indagar sobre a carvoaria dizendo que na licença não tem autorização para esse fim. De acordo com o vereador, o dono da empresa contratada pela Samarco disse que já que alugou um sitio na localidade com o intuito de instalar 10 a 12 fornos.

O coordenador respondeu que o acordo com a empresa contratada é retirar a madeira e levar para a sede dela e que não consta atividade de carvoaria, que para isso, a mesma a precisará de licença. Ele ainda salientou que a principal finalidade da supressão é gerar receita, já que a fazenda tem saldo negativo.

Umas das grandes preocupações da ação é o trafego de caminhões, já que as ruas são estreitas e parte do asfalto de pouca qualidade. Rodrigo Cristeli se mostrou solicito em construir uma solução conjunta, para evitar transtornos a comunidade.

 *Com informações: Assessoria de Comunicação da Câmara de Anchieta

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