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Servidores lutam por melhores condições de trabalho

Por Livia Rangel

Publicado em 25 de abril de 2012 às 00:00
Atualizado em 12 de fevereiro de 2015 às 19:48

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Insatisfação, este é o sentimento do servidor público de Guarapari. Vendo seus pedidos negados pela administração municipal resolveram no mês de abril, em assembleia pelo movimento de greve. Durante dois dias, os funcionários do Executivo estiveram na frente da sede da Prefeitura, a fim de serem ouvidos. Mas, não conseguiram. Também foi realizada uma caminhada com participação de cerca de 200 servidores pelas ruas da cidade.

Mesmo com o pouco tempo de greve e sem as reivindicações atendidas, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Guarapari (Sintrag), Rosemary Abud, afirma que a categoria se mostrou unida e certa do que deseja. “Os trabalhadores estão aderindo aos movimentos, indo às ruas para lutar pelos seus direitos. Isso se deve também a confiança que eles têm na diretoria do sindicato que faz tudo de forma transparente”.

Na pauta do Sintrag 11 reivindicações. Do total, a administração atendeu os servidos na prorrogação do prazo da licença maternidade, que passou de 120 para 180 dias. Outra conquista foi o reajuste salarial concedido de 10 a 12%. O percentual pedido pelos servidores foi de 20%. “Esse reajuste poderia ter sido concedido no dia em que tivemos uma reunião com a administração, mas na mesa de negociação foi nos dito que iria se pensar. E depois fomos surpreendidos com um projeto de lei na Câmara, sem que ninguém tivesse tomado conhecimento”, explica.

Uma das reivindicações é o vale alimentação, benefício solicitado desde 2009. “Todos os anos ouvimos a administração dizer que no próximo ano a classe terá. Este ano foi a mesma coisa”, conta Rosemary. Outro anseio é a retificação da lei municipal 3314/2011 que concede gratificação aos servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de plantão por final de semana, pois as categorias de vigia e de auxiliar de serviços gerais não foram beneficiadas. “No entendimento do Sintrag, a administração está infringindo a lei, pois é bem específica aos profissionais daquele local e não há exceções”, explica Abud.

Também foi colocada em pauta a retificação da lei municipal 2929, que estabelece que o reajuste do servidor será sobre o INPC. “Esse percentual é muito baixo, queremos mais algum índice de ganho real”, diz a presidente do Sintrag. Outra reivindicação que não foi atendida é a revisão da minuta do estatuto. “O documento é de 1991, então tem muita coisa defasada. Foi criada uma comissão para reformular o estatuto, a qual o sindicato fez parte. Pedimos que fosse encaminhado para a Câmara, mas até agora isso não foi feito e a comissão já foi até desfeita”, conta Rosemary.

E a lista das reivindicações não termina. Os servidores também pedem que seja contratada em caráter de urgência, empresa especializada para realizar o percentual do adicional de insalubridade nos diversos setores da administração pública. A equiparação salarial entre os motoristas de máquinas pesadas com o de transporte especial é outra reivindicação. “Esta luta é desde 2009, os motoristas especiais (de ambulância, escolar, que transporta pacientes para consultas, exames e cirurgia para outros municípios, entre outros) entendem que têm tanta responsabilidade quanto os motoristas de máquinas pesadas. Isso foi prometido a eles, mas até agora nada foi feito”, explica Rosemary.

Além disso, o Sintrag solicita a administração municipal, a conclusão da Unidade de Saúde do Caic. A obra já está parada há algum tempo. “Segundo foi informado ao sindicato pela administração é que a paralisação da obra foi devido a um problema com a empresa ganhadora da licitação. Mas, que a segunda colocada no processo já foi convocada e o contrato já foi assinado”, diz. 

A presidente do Sintrag ressalta que desde outubro, a diretoria do sindicato protocolou na Prefeitura, a solicitação de uma reunião para tratar das reivindicações do servidor público, devido 2012 ser ano eleitoral e ter prazo. “Em janeiro foi informado que seríamos recebidos pelo Prefeito na segunda quinzena de fevereiro. Mas, a reunião com secretários e procuradoria foi realizada em abril, a menos de uma semana para finalizar o prazo para algumas determinações do Executivo com relação a reajuste, por exemplo. Isso gera insatisfação no servidor”, explica Rosemary.

O Sintrag espera que a administração ajude o servidor naquilo que ainda pode ser feito perante a lei. “O movimento de greve terminou, mas o sindicato continua a luta pelo servidor e se alguma categoria se sentir prejudicada pode procurar o Sintrag”, ressalta a presidente.

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