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Sindicato patronal recorre à justiça para por fim a greve dos motoristas da coleta de lixo ligados ao Sintrovig

Por Aline Couto

Publicado em 27 de agosto de 2019 às 16:04
Atualizado em 27 de agosto de 2019 às 16:13

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O anúncio da possível greve vei a tona na sexta-feira (23) através de um comunicado do Sintrovig

Foto: Leitor.

A greve dos trabalhadores rodoviários – motoristas – que fazem a limpeza urbana em Guarapari e outros nove municípios iniciada ontem (26) pode ter data para acabar. A decisão da paralisação aconteceu após as negociações do reajuste de salário entre o sindicato da categoria, Sintrovig e o Sindicato Estadual de Limpeza Urbana do Espírito Santo – Selures terem falhado.

Wanderley Gonçalves, presidente do Sintrovig, relatou que foi solicitada uma equiparação salarial com os motoristas da Grande Vitória do Sindirodoviários que ganham R$2.595 em contrapartida com os trabalhadores das 10 cidades ligadas ao sindicato que recebem R$1.910, o que não foi acordado.

Procurado, o Selures, através do advogado Stephan Schneeteli, respondeu que o sindicato patronal ofereceu para o Sintrovig todos os benefícios e um salário com reajuste integral de acordo com a inflação, 4,97%. “Em hipótese alguma haveria perda para os trabalhadores. Nós fizemos esse mesmo acordo com outros cinco sindicatos”, disse o advogado.

Ainda segundo ele, o presidente do Sintrovig não aceitou a oferta e fez outra onde não haveria condições dos municípios nem das empresas arcarem com os valores. “Ele pediu um reajuste de 46%, um pleito sem fundamentação. Até na mediação com o Ministério do Trabalho foi explicado e mostrado ao Wanderley que a proposta era irreal”.

Stephan explicou que entrou hoje (27) na justiça para colocar um fim na greve. “O tribunal pode determinar a ilegalidade do movimento ainda nesta terça-feira. Esse serviço é essencial para a população, questão de saúde pública, devendo funcionar com pelo menos 75% do efetivo”, disse o advogado.

Em tempo

Em Guarapari, após o serviço ter sido totalmente paralisado, medidas foram tomadas para garantir 30% dos caminhões nas ruas em tempos de greve.

De acordo com a prefeitura, a Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano de Guarapari (Codeg) disponibilizou caminhões e está recolhendo o lixo nas empresas e nos comércios. Nas regiões das orlas, estão sendo utilizados mini-tratores para o serviço e nos bairros, os caminhões estão mantendo a estratégia de atender pelo menos três bairros por dia.

 

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