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Suspeito de vender veículos fraudados faz vítima em Guarapari e é procurado pela polícia

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 18 de setembro de 2019 às 17:46
Atualizado em 18 de setembro de 2019 às 17:46
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De acordo com a Polícia Civil, Roberto José de Oliveira Filho, de 33 anos, integra uma organização criminosa que rouba veículos e adultera os sinais de identificação dos automóveis para vendê-los.

Roberto José de Oliveira Filho está foragido. Fotos: Divulgação/Polícia Civil.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Guarapari, procura por um homem suspeito de vender veículos roubados e fraudados. Roberto José de Oliveira Filho, de 33 anos, que teve a prisão preventiva decretada, conseguiu enganar uma vítima em Guarapari e está foragido no Rio de Janeiro. Roberto já tinha sido detido no início deste ano em Linhares, por causa do mesmo crime.

De acordo com o delegado Guilherme Eugênio, titular do Deic, Roberto é suspeito de realizar adulteração veicular interestadual. “Ele integra uma organização criminosa que rouba veículos e adultera os sinais de identificação desses carros, ou seja, a placa e o chassi. Em seguida, eles falsificam também o documento desse automóvel e vendem, pelo valor de mercado, para a vítima de boa fé”, esclareceu.

Em Guarapari, a vítima foi um senhor de 69 anos. De acordo com o doutor Guilherme Eugênio, um Corola foi vendido para o idoso por R$ 91 mil reais no ano passado. A Polícia Civil concluiu que o veículo comercializado se tratava de um carro roubado no Rio de Janeiro, que recebeu dados de um automóvel emplacado no Espírito Santo.

Veículo adulterado vendido por Roberto.

O doutor Guilherme destacou que o idoso tomou todas as medidas para assegurar-se que o automóvel tinha uma origem lícita. “Antes de realizar a aquisição, ele pesquisou o numero da placa junto aos bancos de dados e constatou que não havia nenhuma restrição de roubo ou furto lançada sobre o veículo titular dessa placa. Ele também teve acesso a uma parte do numero do chassi e confirmou que o número combinava com o número da placa”, informou.

Segundo o delegado, a fraude só foi descoberta após uma vistoria feita pela Polícia Civil. “Quando a vítima tentou transferir o veículo para o nome dela, o Detran constatou que o selo de reconhecimento de firma da assinatura do vendedor não parecida ser autêntico”, disse. A partir de então, o órgão orientou que a vitima procurasse a delegacia. “A vistoria constatou que aqueles dados lançados no chassi eram falsos. Na verdade, um carro roubado no Rio de Janeiro recebeu os dados de um carro emplacado no Espirito Santo”, revelou.

Delegado Guilherme Eugênio, titular do Deic.

O delegado acredita que Roberto tenha contado com a ajuda de pessoas que têm acesso às bases de dados do Detran. “Só através dessas pessoas ele conseguiria descobrir os números completos do chassi que ele gravou nesse veículo. Nós fizemos todas as pesquisas possíveis no Espírito Santo e confirmamos que nenhum servidor do estado colaborou para esse processo de adulteração de sinais. Não foram feitas pesquisas voltadas para a identificação dos dados que foram lançados no chassi desse veículo. Como o carro recebeu o lacre de outro automóvel do Rio de Janeiro, acreditamos que essas pesquisas tenham sido feitas naquele estado”, declarou.

Roberto já tinha sido detido por causa do mesmo crime em janeiro deste ano em Linhares. “Na ocasião, foi apreendido em poder dele um veiculo dotado de bastante valor, além da quantia de R$ 80 ou R$ 90 mil reais, muito provavelmente adquiridos por meio de crimes semelhantes ou até mesmo da própria vitima de Guarapari”, destacou Guilherme Eugênio. O delegado acredita que, com a divulgação da imagem do suspeito, novas vítimas podem aparecer. “O esquema criminoso é bastante complexo e acreditamos que ele não montaria um esquema desses para a prática de um ou dois crimes”, relatou.

Instruções de segurança

O delegado aproveitou para deixar algumas dicas de segurança na hora de comprar um automóvel. “Uma aquisição mais segura pode ser feita em empresas regularmente constituídas, que tenham patrimônio suficiente para ressarcir a vitima caso haja a constatação de um crime dessa natureza. Mas, se tratando de compras feitas por pessoas físicas, diretamente com o dono do veículo, o único meio seguro de realizar a aquisição é depois de uma vistoria feita pela Policia Civil”, enfatizou.

Além disso, Guilherme Eugênio lembrou a importância do aplicativo Sinesp Cidadão, plataforma do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, que permite ao brasileiro acesso direto a serviços da Secretaria Nacional de Segurança Pública. “Qualquer pessoa pode verificar se há correspondência entre os dados do chassi e os dados da placa”, informou.

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